Outubro
8th 2008
Trabalhar o texto

Posted under Contos

Eu estou tentando trabalhar meus textos, como já me disseram algumas vezes: Escrever é a arte de reescrever. Eu tento, juro. Mas sofro de ejaculação precoce das idéias, não sei guardar segredo nem fazer suspense. Sempre que tento, canso da estória. É um exercício de superação, pratico regularmente nos últimos tempos. Releio meus rascunhos, já tem quase vinte aqui, tento acrescentar conteúdo, mas muitas vezes acho que estou enchendo lingüiça. Queria saber fazer mistério de verdade, mas fico presa no meu preconceito de não terminar de ler ou assistir alguma coisa cujo final seja previsível. Não quero enrolar coisas previsíveis. Melhor: quero ter uma idéia imprevisível.

Uma idéia, qualquer idéia, pode se tornar imprevisível, por isso que estou me dedicando ao ato de reescrever. Algumas coisas ficam legais, penso sempre no maior absurdo possível, tento aplicar a técnica do “e se…”, busco inspiração em volta ou na memória, inspiração. Piração… Estou gostando da posição. Não quero só escrever bobagens tipo essa que você está lendo. Quero me dedicar ao romance de fantasia, gênero que mais gosto de ler. Quero criar um Universo paralelo incrível, personagens incríveis, uma aventura incrível. Estou trabalhando pra isso, por enquanto só elaborando mais alguns contos, mas a imaginação não pára, fica criando esse mundo maluco e alimentando referências. Inspiração não falta, não. Vida inspira e estou cercada, tomada por ela.

E quem usa muito a cabeça pode comer quanto doce quiser que não engorda… (segundo o Death Note)

Música pra criar: Generator - Foo Fighters

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Setembro
29th 2008
Pensar grande

Posted under É com a Lia

Muitos me dizem isso, que eu deveria pensar grande, que sou praticamente um vértice da sabedoria entre meus contemporâneos (em terra de cego… vc sabe, né?), que poderia chegar no alto…  Claro, quem me diz isso pensa somente em níveis profissionais. É muito fácil, também, resolver o problema dos outros. Lá do alto a queda pode ser maior, minha megalomania é utópica. Eu não faço muita questão de ser…

No momento em que terminava a frase acima, uma vela virou do meu altar, sem que nenhum vento ou objeto a tocasse, e derramou parafina por todo lado. Parei, limpei, acendi outra e acho que foi um aviso pra eu não questionar minha grandeza, não subestimar meus poderes e continuar megalomaníaca em tudo. Lia Exagerada Drumond. E eu deveria investir na melhor estória de todas: a minha. Escrever sobre minha família, raízes, coisas que sempre quis. Deveria também ir bater à porta da National Geographic com uma sugestão de pauta bacana e pedir emprego de repórter especial, logo de cara.

Enfim, se tem algo em que acredito mais do que em mim mesma é na minha sorte. Tipo o clichê “O Universo conspira a seu favor” - minha cara. Estou um pouco confusa entre quantidade e qualidade. Quando fico perdida assim, deixo minha imensa sorte me guiar e vou em frente, trabalhando com o que ela me trouxer. Não é deixar a vida me levar, é levar a vida do meu jeito, plantando o que quero colher com boa vontade e dedicação, mas acreditando que a cada colheita terei uma super safra.

Som pra semana começar up: Yolanda - Simone e Pablo Milanés

É, eu ando romântica… “Guiliada” demais…

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Junho
27th 2008
Luz nova

Posted under É com a Lia

Comércio exterior. Parece loucura, uma área totalmente nova, mas será minha nova área graças ao meu estilo de falar pelos cotovelos e até em outros idiomas. Novo desafio, novo emprego… Velha questão ética e sentimental das mães que trabalham quase o dia todo e pouco podem cuidar de seus filhos. Eu sei que já é hora de voltar ao trabalho de verdade, não dá mais pra segurar com aulinhas e freelas meu impulso de comprar logo outro ap. Estou feliz, sabia que voltaria logo ao mercado assim que decidisse, graças aos Deuses sempre me foi fácil arrumar trabalho, segunda-feira já vai ter cara de segundona de gente grande, de novo. Adoro novos desafios, adoro coisas novas, já estou adorando essa nova idéia… Uma coisa não impede a outra. Escrever, meu amor de perdição, é algo que nunca vou deixar de fazer.

Barulhinho de hoje - Nada será como antes - Elis Regina

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Junho
1st 2008
O jornalismo

Posted under Brisas

Sim, este ofício, talvez nem tão nobre, foi escolhido por mim numa época mais idealista da minha personalidade. E, apesar de vislumbrar várias possibilidades de exercer essa profissão, confesso que estou decepcionada com o que se espera de um jornalista hoje em dia. Não acredito mais no mito de “informar a sociedade”, pois já vi muitas vezes que o importante é a polêmica, mesmo que seja a troco de nada, mesmo que seja a troco de apenas polêmica, ou melhor, dinheiro. Claro que todos os assuntos merecem ser discutidos, mas não vejo espaço ou esse tipo de proposta na maioria das reportagens, apenas falsa imparcialidade e muita presunção. E, talvez por ainda não ter matado meu espírito idealista de vez, me sinto deslocada entre tantos colegas empolgados por trabalhar para assessorias de imprensa ou redações de futilidade pública. Eu ainda tenho esperança de escrever coisas que façam a diferença, a História imediata da sociedade em vez da última galinhagem de alguma celebridade instantânea. Não quero apenas provocar as pessoas com perguntas hostis com a intenção de fazê-las perder a compostura e dar vexame para vender a notícia. Não quero ser apresentadora ou atriz; apenas uma jornalista como imaginava que seria, com boas intenções e algumas idéias… Acredito que nunca falta trabalho pra quem é bom no que faz, mas não sei se quero ser boa jornalista quando isso significa perder a noção do que é, de fato, importante para a informação da sociedade.

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Fevereiro
20th 2008
Quem acredita, sempre alcança…

Posted under É com a Lia

E não é que foi isso mesmo que me aconteceu? No final das contas, estou exatamte como queria.  Posso ir pra faculdade de manhã e ficar com meu filhote à tarde. E estou TÃO feliz que não me agüento. Sabe quando a vida sorri e te mostra que tudo tem solução? Sabe quando se reaprende a usar o jeitinho, a delicadeza na persuasão? Existe um “ditado” bem escatológico, mas bem verdadeiro: “Com cuspe e com jeito se come o c* de qualquer sujeito”. Por aí. Agora terei mais tempo pra minha família, preparar o jantar toda noite, cuidar mais da casa e, conseqüentemente, me sentir mais em casa. E o meu Fá foi o campeão nessa jogada. Agora, eu preciso me aperfeiçoar para ser uma parceira à sua altura. Gracias, cariño. Também vou ter mais tempo para este humilde espaço. Vou poder pensar no que escrever, preparar alguma coisa em vez de apenas esparramar as palavras como costumo fazer…

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Janeiro
24th 2008
Indiferente incomoda muito mais

Posted under Brisas

Um novo trabalho, quem sabe eu aprenda alguma coisa com os figurões que circulam diariamente por aqui. Se eles me ensinarem a ficar rica, nem precisam pagar meu humilde salário… O ambiente é legal, gostei das pessoas, me identifiquei com a maioria. É só eu conviver com as pessoas para deixar cair (ou para fingir que despi) a máscara da Lia, a antisocial. Na verdade, eu sou legal pra caramba e todo mundo ri muito das bobagens que eu falo. E eu adoro isso. Demora nada para me convidarem pro happy hour e, depois que eu aceitar, vai ficar mais happy ainda. Será que estou delirando às 8 da madrugada? Uhuhuhu… Adoram repetir: “A Lia não sabe o que é humildade!”, “A Lia é arrogante e prepotente!”, “A Lia tem que aprender a viver!”. Na real, essa minha cuca fresca incomoda os estressados de plantão. Mas é só diversão. Quem se importa com a opinião alheia esquece de viver a própria vida. E a vida acaba.

P.S. A trilha sonora para hoje: Sleepwalk - Santo & Jhonny

P.P.S. Também é uma das maiores músicas de todos os tempos, na minha soberana opinião…

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Janeiro
17th 2008
Emprego

Posted under Brisas & É com a Lia

Alguém aí quer me pagar pra escrever? Dizem que escrevo bem e que tenho imaginação para melhorar as histórias que, na verdade, são fatos. Uma veia dramática, diriam os (des)entendidos. Sim, eu gostaria de ganhar dinheiro para escrever besteira, escrever sobre a vida e as pessoas, Tenho alguns projetos meio utópicos, escrever as estórias que as pessoas contam e contar sobre quem são. Eu sonho em ajudar a humanidade a evoluir, a se ver como uma irmandade, onde somos todos terráqueos e, por isso mesmo, somos iguais. Diminuir a intolerância, agregar bons valores como a contestação respeitosa das verdades (suas e dos outros), argumentação inteligente, solidariedade ativa, respeito pelo passado e futuro da nossa História e busca da própria felicidade.  Sim, eu sou um pouco intrometida. Medrosa, tenho medo de ser crucificada como John Lennon. Não me levo muito a sério hoje em dia. Preciso ficar viva. O sonho de escrever reportagens em campos de guerra deu lugar ao sonho de viver mais um dia pra ver meu filho crescer. Mas isso não impede que eu escreva sobre as guerras. Não impede que eu ensine meu filho sobre a ignorância humana e o mal da intolerância usada a serviço da avareza. E eu escrevo mais pra mim, hoje em dia. Não ganho nada pra isso. Faço por prazer e aproveito essa liberdade. É a terapia de rir de si mesmo quando ler algum tempo depois. Mas sinto que já está mais do que na hora de aprender a escrever para os outros. Quer me contratar?

Música de hoje: Can´t take my eyes off you - Frankie Valli

Dá uma sensação tão boa quando ouço o começo dessa música… E a letra é maravilhosa! É, sem dúvidas, uma das melhores músicas do mundo! (ok, eu sou piegas…)

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