Novembro
8th 2008
Só os gatos

Posted under Bichanos

Podem consertar esse mundo cão…

Música felina: Stray Cats - Stray Cat Strut

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Outubro
31st 2008
Piada inferna…

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Ele lia Drummond? Não, ele não lia Drummond, ela Lia Drumond… E você? Lia Drumond?

FELIZ DIA DAS BRUXAS!

Ops, quase esqueço uma música pra hoje: Violet - Hole

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Outubro
20th 2008
Malvadenha, né?

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Ai, dá vontade de soltar uns veneninhos, de vez em quando. Cutucar a onça com vara curta, soltar verdades que “ofendem”, mas tento me manter superior. A verdade não me ofende, mas nem todos são tão bacanudos. Eu deixo aqui o que me dá na telha, tem gente que me lê horrorizada por que pensa que me conhece, não conhece não. Tem gente que me acha arrogante e agressiva, eu também acho que sou isso mesmo quando escrevo, quando falo a verdade, quando não me contenho. A verdade pode ser agressiva. Não uso de muito eufemismo, por isso sou considerada cruel. Cruel? Eeeeuuuuu???? Cruel é ter que ser “boazinha” (ou fingir ser débil mental) só por que as pessoas não te entendem, não acompanham ou não são capazes de tolerar a verdade.

Gandhi, “O” cara da verdade e da não-violência, um cara que é difícil de acreditar que existiu há menos de cem anos e já está quase esquecido na Índia, pela qual lutou e morreu, pregava que “Amor e verdade são duas faces de Deus. A verdade é o fim, o amor, o caminho.” Claro, ele pregava o amor universal, é difícil amar tanto, mas acredito que quem ama é verdadeiro custe o que custar. A verdade é tão mais fácil… Acredito que evita muitos problemas, conflitos e dramas. O drama mesmo é quando uma pessoa não consegue lidar com a verdade, quando não se sente capaz de mudá-la ou encará-la sob outro aspecto, quando não aceita. É bem comum encontrar quem se sente injustiçado pela verdade. Exemplo simples: o fulano está ficando careca, então tem duas maneiras de encarar essa verdade que não pode mudar. Pode se revoltar com a própria genética e disfarçar a todo custo, vivendo e sendo uma ilusão do que não é realmente, ou pode escolher um chapéu legal para os dias de muito Sol e viver feliz por nunca mais se preocupar se está despenteado. (homens se preocupam com isso?) Sei lá, a verdade sempre me parece mais confortável, por mais desconfortável que ela seja na hora em que é dita ou ouvida…

Quanto aos milhares de teorias sobre o que é a maldita verdade, não quero saber. Cada um tem sua verdade, por isso não me incomodo com as verdades. A sua pode não ser a minha e vice-versa, mas não vou morrer nem matar por isso. Apenas estou dizendo que a verdade é antisocial, as pessoas não suportam a verdade. A situação do careca é só um exemplo idiota de verdade que não tem meio termo, uma pessoa não é meio careca, se a testa dela tem mais de seis dedos, ela está careca e ponto. Você pode ser gentil e dizer que são apenas “entradas”. Você pode ser Lia sem noção e dizer que que é um tobogã de piolho. No primeiro caso, você terá sempre que se vigiar quando o assunto for sobre franjas ou topetes… (Sinto que hoje minha metáforas foram inspiradas pelo “noffo prefidente Lula”)

Ah, não é por que prego a verdade que vou publicar todos os xingamentos que me mandam nos comentários. Verdade seja dita: eu sou a dona do espaço e publico só o que me interessa. Acho o máximo quem insiste, dou boas risadas… É verdade, eu posso sempre fazer pior.

Conselho inútil: conheça Gandhi

Música pro caminho: I love you - The Pipettes

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Outubro
5th 2008
Exercício de convivência

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Minha maior auto-sabotagem é a imaginação. Por causa dela é que me tornei um ser idealista e utópico em quase todas as esferas da sobrevivência. Já controlo um pouco melhor a impulsividade. Dizem que o tempo aprimora a reflexão… Não que hoje eu seja calculista, mas aprendo a cada dia como ser mais objetiva comigo mesma. E a maior angústia que sinto nessa fase é o “não saber”, tipo: “O que sinto em relação ao futuro? - Não sei!” Se sentisse medo seria mais fácil, era só buscar maneiras de me sentir protegida, precavida. Se sentisse vontade, era só esperar acontecer. Sinto que não posso deixar minha imaginação me sabotar de novo. Existem coisas concretas, como o fato de que no futuro ainda serei eu mesma a mãe do meu filho e a filha da minha mãe. Existem coisas que só têm futuro na minha imaginação. E ela é idealista e utópica, já falei.

Preciso me munir de coragem para encarar com realismo a vida. Preciso enxergar a verdade como ela é, as pessoas como são. Não devo continuar superestimando quem eu gosto e subestimando quem detesto. Nem o contrário, também… As coisas são como são, nós é que não enxergamos quando deixamos a expectativa dominar o bom senso. Algumas coisas me incomodam demais, tipo a covardia. Preciso parar de enxergar herói onde não existe sequer atrevimento, cojones. Não quero mais me decepcionar comigo mesma, quero dar essa chance pra alguém. Pois me enganei sempre sozinha, sempre por conta. Não consigo admitir que, sendo tão incrível e poderosa como penso ser, tenha me deixado enganar por seres tão frágeis e medrosos. Mea culpa, como sempre, de preferência. Se é pra escolher, sou sempre o algoz, jamais a vítima. Convivo com uma carrasca muito desastrada…

E, apesar de tentar não me auto-sabotar dessa vez, apesar de tentar enxergar a realidade crua, apesar de não esperar que me surpreendam de maneira positiva, ainda assim, consigo me decepcionar com coisas que podem parecer irrelevantes. Não entendo o mecanismo do desengano, como pode haver decepção sem expectativa. Como pode haver vida sem expectativa, ou esperança sem imaginação. Quanto mais a vida passa, mais confusa eu fico.

Música pra essa vida, louca: Ah, se eu fôsse homem - Ultraje a Rigor

P.S. Na verdade, não sei se idealismo e inconformismo são a mesma coisa ou se ambas dominam minha personalidade. Não me contento e nem quero me contentar com menos do que sei que mereço, do que realmente quero. Ok, posso não saber ao certo o que quero, pois vivo me confundindo entre o que é real e o que é só minha imaginação. Só sei que não quero me contentar com menos do que a intensidade que invisto, não quero menos do que cartas e canções de amor do começo ao fim e não só no começo, não vou me contentar com menos do que minha própria perspicácia e coragem, menos do que minha capacidade intelectual, menos do que idealizo pro mundo, menos do que dou. Não vou mais me misturar com a gentalha… Tomara.

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Setembro
29th 2008
Pensar grande

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Muitos me dizem isso, que eu deveria pensar grande, que sou praticamente um vértice da sabedoria entre meus contemporâneos (em terra de cego… vc sabe, né?), que poderia chegar no alto…  Claro, quem me diz isso pensa somente em níveis profissionais. É muito fácil, também, resolver o problema dos outros. Lá do alto a queda pode ser maior, minha megalomania é utópica. Eu não faço muita questão de ser…

No momento em que terminava a frase acima, uma vela virou do meu altar, sem que nenhum vento ou objeto a tocasse, e derramou parafina por todo lado. Parei, limpei, acendi outra e acho que foi um aviso pra eu não questionar minha grandeza, não subestimar meus poderes e continuar megalomaníaca em tudo. Lia Exagerada Drumond. E eu deveria investir na melhor estória de todas: a minha. Escrever sobre minha família, raízes, coisas que sempre quis. Deveria também ir bater à porta da National Geographic com uma sugestão de pauta bacana e pedir emprego de repórter especial, logo de cara.

Enfim, se tem algo em que acredito mais do que em mim mesma é na minha sorte. Tipo o clichê “O Universo conspira a seu favor” - minha cara. Estou um pouco confusa entre quantidade e qualidade. Quando fico perdida assim, deixo minha imensa sorte me guiar e vou em frente, trabalhando com o que ela me trouxer. Não é deixar a vida me levar, é levar a vida do meu jeito, plantando o que quero colher com boa vontade e dedicação, mas acreditando que a cada colheita terei uma super safra.

Som pra semana começar up: Yolanda - Simone e Pablo Milanés

É, eu ando romântica… “Guiliada” demais…

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Junho
17th 2008
Medo ou Indiferença

Posted under É com a Lia

Eu sei o quanto já sofri por me achar insensível algumas vezes, por não me comover com declarações feitas sob forte impacto de emoções, por agir bem sob pressão e conseguir ver situações por ângulos diferentes dos meus. Talvez eu seja bem calculista, mas sempre me considerei tão impulsiva… Estou numa fase de questionar esse aspecto da minha vida. Percebi que muitas vezes eu não fui impulsiva, apenas fiz o que quis. As vezes que considero ter agido por puro impulso me valeram de experiência, mas foram poucas. Apesar de ser taxada até por mim mesma de impulsiva, vejo que meus impulsos estão cada vez mais sob controle. E ando com um sorriso no rosto, deixando as pessoas preocupadas com minha calma, saboreando escolhas e me divertindo comigo mesma até. É gostoso ser dona da própria vida… Claro, por uma questão de tempo ainda não tenho tudo o que quero, mas já consegui quase tudo que preciso. Viver com medo e indiferente ao medo que se sente. Nunca fui tão segura e forte quanto pareço, mas quanto mais medo eu sinto, mais coragem tenho. E, putz, eu tenho que me agradecer por isso! Obrigado, amada Lia, por ser tão corajosa e fazer da nossa vida uma história de amor! De nada, adorada eu.

Medo e indiferença. Parece feio sentir isso? Mas é só um lado da moeda que tenho agora. Tudo na vida tem, no mínimo, dois lados. Toda nuvem escura tem uma face iluminada voltada pro infinito…

Quase esqueci, o som de hoje: Little Acorns - The White Stripes

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Abril
7th 2008
Copyright

Posted under É com a Lia

Sou eu mesma que estou dizendo isso, coloque na categoria que sua cabeça comportar. Não me importo se minhas idéias forem usadas, copiadas, deturpadas, fuçadas. São minhas idéias, não é nada demais. Eu produzo esse monte de baboseira a cada instante, se eu tivesse mais tempo para o ócio, teria mais idéias profundas e utópicas. Por ser mulher, sou capaz de tomar banho, desenvolver teorias sobre banalidades na cachola, contar azulejos no banheiro, me olhar no espelho, cantar e lembrar de um compromisso tudo ao mesmo tempo. Todos os dias. Não tenho pressa de ser uma estrela do rock ou uma velhinha naturista num litoral distante. Eu sei que vou chegar lá, em quase tudo, quase sempre. Está tudo em letras, minha compulsão e pensamentos, um dia dou risada da minha História. Escrita no meio do bombardeio de informações que fomenta a cultura do medo e do consumo em que nasci e fui criada, quase sempre com letras virtuais, que passarão pra folha por processo mecânico-tecnológico, sem o qual eu nem saberia viver feliz hoje em dia…

É tudo meu, e tudo de todos. Me ame o odeie por isso ou aquilo, ou seja indiferente. O que importa é o que é meu, e o que eu penso. Não concordo com muita coisa pela vida e tomo medidas para corrigir, minhas medidas e com meu estilo. Apatia, aqui não. Hoje a vida me é doce e escrevo para celebrar a juventude, a capacidade e a boa vontade. Espero sempre celebrar, e até trazer mais pessoas para minha festa… Não guardo a alegria só pra mim, nem o carinho. É mais fácil ser alegre que ser triste, então não quero saber o que não importa, não quero coisas que não acrescentem, nem sentimentos que pesam. A vida é o tempo e são tudo o que tenho.

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Abril
1st 2008
No Mercy

Posted under É com a Lia

Oh, por favor, se você tem a presunção de achar que me conhece um pouco, não sinta dó de mim nem tente me “ajudar”. Quem me conhece de verdade, sabe que eu não sou digna de pena e muito menos conto com os outros pra resolver meus problemas. Sei que minha vida é muito interessante, agitada. Mas isso não dá o direito de alguém vivê-la por mim. Pagar minhas contas, ninguém paga. E eu estou muito bem, se lhe interessa. Não, eu sei que isso não interessa. O podre, infelizmente, sempre parece atrair mais atenção. Sei que muitos adorariam encher minha caixa de comentários com mensagens “positivas”, me oferecer o “ombro” amigo, saber dos detalhes sórdidos para ter mais assunto “interessante” pra falar por aí, para poder dizer: Coitada da Lia… Jamais, baby!  Eu me amo muito para deixar a tristeza inundar meus dias. Eu tenho muito o que viver ainda, muita coisa pra fazer, quase nada pra lamentar. Se você pode dizer com certeza que tem quase tudo o que sempre sonhou, como eu posso, não vai se ocupar da vida alheia.

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Janeiro
29th 2008
Palavras loucas

Posted under Brisas

Coisa inútil tentar se fazer entender. Não me acho artista, mas sou uma incompreendida.  Ok, eu me acho um pouco artista. Ok, eu me acho implacável. Ok, eu não sou um modelo de sanidade… Mas sinto que explicar não resolve. É melhor mostrar.

E eu falo demais, falo até me arrepender do que disse. Falo para expandir, ensinar, aprender, me divertir. Ah, eu adoro uma mentirinha… Se você não me conhece de verdade, pode ser que já tenha sido vítima de alguma história cabeluda que eu inventei só para me distrair enquanto o ônibus estava preso no trânsito. E aposto que, se foi uma das minhas vítimas, deve ter se sentido feliz por conhecer alguém tão interessante. Pelo menos é o que você deve ter pensado… Eu sei que deveria escrever essas ficções, mas sou melhor em contar do que escrever.

E isso pode parecer uma compulsão por mentir, mas eu juro que não é. Eu sou normal. Eu não menti por não conseguir evitar, mas sim para me distrair. Para quê contar minha vida de verdade? Ela até tem graça, mas seria muito mais interessante ser, de brincadeirinha e com sotaque, uma refugiada de Gorazde ou uma turista importada dos States em busca do amor latino de sua vida… Ou ainda, ser uma maluca que sofre de alguma doença que a faz cantar como se estivesse sozinha em seu quarto. É, eu sou bem ridícula. O papel da maluca que canta é o mais divertido, sem dúvida. As pessoas começam a cantar junto quando a música é daquelas que grudam na mente. Aposto que passam o dia inteiro me xingando por cantarem “Olha, olha, olha a água mineral, água mineral!” sem querer…

Não, eu não deveria considerar a carreira de atriz. Não sou bem interpretando papéis que não são meus de coração. Odiaria fazer um papel mais idiota que o que já faço por diversão. E, sim, eu acho divertido isso de envolver as pessoas nas minhas fantasias. O que posso permitir é que admitam, como poucos o fazem, que conviver comigo pode ser qualquer coisa, menos entediante. Só não me acusem de ser contagiosa, por que soaria como elogio…

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Janeiro
17th 2008
Emprego

Posted under Brisas & É com a Lia

Alguém aí quer me pagar pra escrever? Dizem que escrevo bem e que tenho imaginação para melhorar as histórias que, na verdade, são fatos. Uma veia dramática, diriam os (des)entendidos. Sim, eu gostaria de ganhar dinheiro para escrever besteira, escrever sobre a vida e as pessoas, Tenho alguns projetos meio utópicos, escrever as estórias que as pessoas contam e contar sobre quem são. Eu sonho em ajudar a humanidade a evoluir, a se ver como uma irmandade, onde somos todos terráqueos e, por isso mesmo, somos iguais. Diminuir a intolerância, agregar bons valores como a contestação respeitosa das verdades (suas e dos outros), argumentação inteligente, solidariedade ativa, respeito pelo passado e futuro da nossa História e busca da própria felicidade.  Sim, eu sou um pouco intrometida. Medrosa, tenho medo de ser crucificada como John Lennon. Não me levo muito a sério hoje em dia. Preciso ficar viva. O sonho de escrever reportagens em campos de guerra deu lugar ao sonho de viver mais um dia pra ver meu filho crescer. Mas isso não impede que eu escreva sobre as guerras. Não impede que eu ensine meu filho sobre a ignorância humana e o mal da intolerância usada a serviço da avareza. E eu escrevo mais pra mim, hoje em dia. Não ganho nada pra isso. Faço por prazer e aproveito essa liberdade. É a terapia de rir de si mesmo quando ler algum tempo depois. Mas sinto que já está mais do que na hora de aprender a escrever para os outros. Quer me contratar?

Música de hoje: Can´t take my eyes off you - Frankie Valli

Dá uma sensação tão boa quando ouço o começo dessa música… E a letra é maravilhosa! É, sem dúvidas, uma das melhores músicas do mundo! (ok, eu sou piegas…)

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