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Gente, eu já falei sobre o amor mais importante. Talvez seja duro pra alguns, mas é verdade: somos seres singulares que sociabilizamos em maior ou menor grau, mas não vivemos realmente junto com outra pessoa depois dos nove meses da gestação. Temos de aprender a nos bastar e amar para sermos felizes, bem resolvidos e blá blá blá… Isso parece tão básico pra mim que meu sonho de velhice é uma casa antiga, tomada pela vegetação, cheia de gatos e sossego, solidão. Claro que vou querer assustar meus netos de vez em quando, mas não quero continuar tão estressada pelos outros todos os dias até o fim da vida. Quero um tempo, lá no final, pra pensar em todas as coisas incríveis que já fiz e vou fazer, pra lembrar e tentar negociar com a entidade responsável por um fim tranquilo.
As pessoas incomodam, em geral. Não todas e nem sempre, claro. Mas pode perceber como quase todas as situações que queremos que acabe logo envolve outra pessoa. Gente carente é triste. Geralmente são tipos que impressionam num primeiro momento, logo você começa a desconfiar de tanta lorota e depois não agüenta mais conhecer a figura. Por algum motivo, falta de atenção na infância, déficit de criatividade ou puro desespero de se encontrar sozinho consigo mesmo, os carentes perturbam o sossego das pessoas legais. Realmente deve ser chato pra caramba estar com alguém que quer ser amado custe o que custar, por isso os carentes não conseguem ficar na deles, nem eles se toleram. Ok, eu sou considerada antisocial por quem não me conhece direito e por quem eu não gosto. Quando eu sou boazinha… bom, eu nunca sou boazinha.
Gente carente geralmente inventa muita coisa pra ser aceito, conta histórias extremas de muita tragédia ou muito sucesso (ou os dois), são “bondosos” e prestativos para estarem perto, adoram mostrar que estão ali fazendo alguma coisa que julgam ser certa e querem que todos vejam e aprovem, buscam na personalidade mais independente um escravo, uma autoafirmação, um troféu. Pessoas independentes não se incomodam tanto com as carentes, apenas vivem o mais distante possível delas. Quando é impossível escapar, usar de paciência e educação até quando for possível. Tenho pena das pessoas bem resolvidas que por excesso de idealismo, paixão ou compaixão não conseguem se livrar da teia grudenta desses carentes…
Sempre penso que esses complexos têm origem materna, claro, a culpa sempre é da mãe. Com meu filhote eu sou a pessoa mais doce e atenciosa do mundo, e mesmo assim não posso garantir que ele seja seguro e saiba se bastar e amar quando for preciso. Acho que o importante é dar o exemplo, nada pior que um bom conselho acompanhado de um mau exemplo…
Som pra lembrar do meu filhote, que acho minha cara quando vejo as fotos de quando eu era pequena (diz aí se não é), meu pequeno príncipe adorava quando eu escutava essa durante sua gravidez: Rebel Rebel - David Bowie
P.S. Hoje é dia dos professores. Feliz dia para os bravos e corajosos heróis que compartilham seu conhecimento, tarefa tão bonita, por tão pouco reconhecimento nessa terra burra de meus Deuses…