Outubro
30th 2008
Tomodorogoto

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Deseja que pela eternidade
Haja um sentimento de saudade
A cada momento de distância
Todos os dias, minha metade
Apesar de toda inconstância
Deseja que seja tudo verdade

Passa o dia todo pensando
Em risos e vontade crescendo
Odeia o tempo que passando
Faz o desejo aumentar doendo

Meu? menino-moço-rapaz
A cada dia se mostra tão capaz
De ser meu lado de realidade
Nem imagina a zona que faz
Que ao meu lado é só felicidade
Todo amor que seu abraço me traz

Música “tomodorogoto” (é pra falar com voz de japa irritado - é, eu sou bem idiota também… ) Disenchanted Lullaby - Foo Fighters

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Outubro
20th 2008
Malvadenha, né?

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Ai, dá vontade de soltar uns veneninhos, de vez em quando. Cutucar a onça com vara curta, soltar verdades que “ofendem”, mas tento me manter superior. A verdade não me ofende, mas nem todos são tão bacanudos. Eu deixo aqui o que me dá na telha, tem gente que me lê horrorizada por que pensa que me conhece, não conhece não. Tem gente que me acha arrogante e agressiva, eu também acho que sou isso mesmo quando escrevo, quando falo a verdade, quando não me contenho. A verdade pode ser agressiva. Não uso de muito eufemismo, por isso sou considerada cruel. Cruel? Eeeeuuuuu???? Cruel é ter que ser “boazinha” (ou fingir ser débil mental) só por que as pessoas não te entendem, não acompanham ou não são capazes de tolerar a verdade.

Gandhi, “O” cara da verdade e da não-violência, um cara que é difícil de acreditar que existiu há menos de cem anos e já está quase esquecido na Índia, pela qual lutou e morreu, pregava que “Amor e verdade são duas faces de Deus. A verdade é o fim, o amor, o caminho.” Claro, ele pregava o amor universal, é difícil amar tanto, mas acredito que quem ama é verdadeiro custe o que custar. A verdade é tão mais fácil… Acredito que evita muitos problemas, conflitos e dramas. O drama mesmo é quando uma pessoa não consegue lidar com a verdade, quando não se sente capaz de mudá-la ou encará-la sob outro aspecto, quando não aceita. É bem comum encontrar quem se sente injustiçado pela verdade. Exemplo simples: o fulano está ficando careca, então tem duas maneiras de encarar essa verdade que não pode mudar. Pode se revoltar com a própria genética e disfarçar a todo custo, vivendo e sendo uma ilusão do que não é realmente, ou pode escolher um chapéu legal para os dias de muito Sol e viver feliz por nunca mais se preocupar se está despenteado. (homens se preocupam com isso?) Sei lá, a verdade sempre me parece mais confortável, por mais desconfortável que ela seja na hora em que é dita ou ouvida…

Quanto aos milhares de teorias sobre o que é a maldita verdade, não quero saber. Cada um tem sua verdade, por isso não me incomodo com as verdades. A sua pode não ser a minha e vice-versa, mas não vou morrer nem matar por isso. Apenas estou dizendo que a verdade é antisocial, as pessoas não suportam a verdade. A situação do careca é só um exemplo idiota de verdade que não tem meio termo, uma pessoa não é meio careca, se a testa dela tem mais de seis dedos, ela está careca e ponto. Você pode ser gentil e dizer que são apenas “entradas”. Você pode ser Lia sem noção e dizer que que é um tobogã de piolho. No primeiro caso, você terá sempre que se vigiar quando o assunto for sobre franjas ou topetes… (Sinto que hoje minha metáforas foram inspiradas pelo “noffo prefidente Lula”)

Ah, não é por que prego a verdade que vou publicar todos os xingamentos que me mandam nos comentários. Verdade seja dita: eu sou a dona do espaço e publico só o que me interessa. Acho o máximo quem insiste, dou boas risadas… É verdade, eu posso sempre fazer pior.

Conselho inútil: conheça Gandhi

Música pro caminho: I love you - The Pipettes

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Outubro
15th 2008
Gente carente

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Gente, eu já falei sobre o amor mais importante. Talvez seja duro pra alguns, mas é verdade: somos seres singulares que sociabilizamos em maior ou menor grau, mas não vivemos realmente junto com outra pessoa depois dos nove meses da gestação. Temos de aprender a nos bastar e amar para sermos felizes, bem resolvidos e blá blá blá… Isso parece tão básico pra mim que meu sonho de velhice é uma casa antiga, tomada pela vegetação, cheia de gatos e sossego, solidão. Claro que vou querer assustar meus netos de vez em quando, mas não quero continuar tão estressada pelos outros todos os dias até o fim da vida. Quero um tempo, lá no final, pra pensar em todas as coisas incríveis que já fiz e vou fazer, pra lembrar e tentar negociar com a entidade responsável por um fim tranquilo.

As pessoas incomodam, em geral. Não todas e nem sempre, claro. Mas pode perceber como quase todas as situações que queremos que acabe logo envolve outra pessoa. Gente carente é triste. Geralmente são tipos que impressionam num primeiro momento, logo você começa a desconfiar de tanta lorota e depois não agüenta mais conhecer a figura. Por algum motivo, falta de atenção na infância, déficit de criatividade ou puro desespero de se encontrar sozinho consigo mesmo, os carentes perturbam o sossego das pessoas legais. Realmente deve ser chato pra caramba estar com alguém que quer ser amado custe o que custar, por isso os carentes não conseguem ficar na deles, nem eles se toleram. Ok, eu sou considerada antisocial por quem não me conhece direito e por quem eu não gosto. Quando eu sou boazinha… bom, eu nunca sou boazinha.

Gente carente geralmente inventa muita coisa pra ser aceito, conta histórias extremas de muita tragédia ou muito sucesso (ou os dois), são “bondosos” e prestativos para estarem perto, adoram mostrar que estão ali fazendo alguma coisa que julgam ser certa e querem que todos vejam e aprovem, buscam na personalidade mais independente um escravo, uma autoafirmação, um troféu. Pessoas independentes não se incomodam tanto com as carentes, apenas vivem o mais distante possível delas. Quando é impossível escapar, usar de paciência e educação até quando for possível. Tenho pena das pessoas bem resolvidas que por excesso de idealismo, paixão ou compaixão não conseguem se livrar da teia grudenta desses carentes…

Sempre penso que esses complexos têm origem materna, claro, a culpa sempre é da mãe. Com meu filhote eu sou a pessoa mais doce e atenciosa do mundo, e mesmo assim não posso garantir que ele seja seguro e saiba se bastar e amar quando for preciso. Acho que o importante é dar o exemplo, nada pior que um bom conselho acompanhado de um mau exemplo…

Som pra lembrar do meu filhote, que acho minha cara quando vejo as fotos de quando eu era pequena  (diz aí se não é), meu pequeno príncipe adorava quando eu escutava essa durante sua gravidez: Rebel Rebel - David Bowie

P.S. Hoje é dia dos professores. Feliz dia para os bravos e corajosos heróis que compartilham seu conhecimento, tarefa tão bonita, por tão pouco reconhecimento nessa terra burra de meus Deuses…

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Outubro
14th 2008
Amor não machuca…

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Fisicamente, quero dizer. Não entendo mulheres que apanham e continuam apanhando, não largam quem bate, não denunciam, não reagem… Não sei se sinto pena ou raiva. Não acho que mulher alguma seja digna de pena. Talvez algumas… Parece doença, sei lá. Não acredito que o amor por alguém possa se maior que o amor próprio,  dignidade. Nelson Rodrigues dizia que mulher gosta, acho que provocamos e testamos a força masculina, mas a coisa tem limites sadios. Uns tapas na bunda numa hora de… é, foda, é uma coisa, outra coisa é a mulher parar no hospital com suspeita de traumatismo craniano e fratura na costela. Não sei se eu deixaria vivo um homem que me fizesse uma coisa dessas… Testar a força do homem deve ser uma maneira, talvez inconsciente, de ver o quanto ele pode proteger a mulher e uma possível família. Mulheres, geralmente, não são “fáceis”. São bocudas, provocadoras, manipuladoras, chantagistas emocionais, dramáticas, espertas, exageradas, teimosas, desconfiadas, inconstantes. Mas nada justifica usar violência para se afirmar ou se sobrepor. É uma puta covardia, aliás.

Claro que homens são mais fortes, pelo menos fisicamente, pelo menos enquanto não tivermos superpoderes. Tenho o maior nojo desses caras… E medo, também. Não só por mim, mas pelo futuro. Um cara que bate numa mulher está errado, uma mulher que apanha é uma vítima, se ela se sujeita é problema dela. Mas, e os filhos? Algumas mulheres dizem que agüentam pelos filhos, eu não acredito muito. O exemplo de violência no desenvolvimento dos filhos talvez seja muito pior que uma separação, uma ausência. O filho pode crescer e achar que tudo bem bater em mulher, e a filha pode crescer e achar que tudo bem apanhar. Até que aconteça uma tragédia, tudo bem. Isso é um ciclo triste, de falta de auto-estima e tristeza. Histórias tristes e cheias de traumas que já ouvi e vi me fazem duvidar da nossa evolução, claro que todos temos momentos de raiva e explodimos ocasionalmente, mas a violência doméstica, que acontece em maior ou menor escala em todos os lugares, me faz achar que falhamos em conviver, compartilhar a vida. Um dia, não lembro quem, mas alguém que me disse que animais brigam por que não sabem conversar…

Musica pra elas: Respect - Aretha Franklin

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Outubro
3rd 2008
É bom saber…

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Que, enfim, liberdade! Que as coisas estão seguindo, de certa maneira, e a vida flui… O amor se espalha! Sexta-feira, dia das Deusas, o amor fica evidente e descubro que meus desejos sempre são atendidos. Eu não sou tão egoísta ao ponto de me sentir mal por saber que os outros são capazes de amar, re-amar, viver e seguir em frente, pelo contrário, fico muito feliz. Desejo que o mundo seja um exemplo de amor para minha vida e a de quem eu amo. E, eu, amo de muitas maneiras. Amo detestar algumas pessoas que são meu referêncial do que é vil, amo ser a coisa mais doce do mundo pra outras, amo ser a “mamái” do meu filhote, amo ser o ponto de oposição da hipocrisia. Ah, se pudesse mais um desejo nessa sexta, queria esse - o fim da autopiedade.

Algumas pessoas simplesmente não conseguem aceitar que a lei da Natureza é a lei da Vida. Você colhe o que plantou. E as coisas evoluem, crescem. Desenvolver o melhor possível com o que se tem… Nem sempre plantamos só o que queremos, todos temos alguns arrependimentos na vida, eles não podem ser motivo de martírio e sim um contraponto. Algumas pessoas têm de ser totalmente esquecidas, apesar da raiva. Quando isso não é possível, uma alternativa é fingir que se trata de outra personalidade, um personagem. Alguém de quem se fala, mas não se acredita que realmente exista. E, se for obrigado a conviver, usar a arte da interpretação. Funciona. Alguns chamam isso de diplomacia. Eu já fui super testada nessa arte, obrigada a conviver com tipos bem… intragáveis. Só lembro de ter realmente perdido a elegância poucas vezes, mas o nível já estava pra lá de baixo nessas situações.

É bom saber que, provavelmente, só terei de usar essa arte em raras ocasiões. E espero o mesmo - que os Deuses me ajudem! Sei que hoje fui invadida por alegria, de saber que páginas viram e a história continua, de saber que o amor sempre encontra meios de entrar, de saber que todos temos novas chances de provar que somos autosuficentes e temos as rédeas de nossas vidas, pra variar. Que as Deusas, hoje, favoreçam a coragem e a liderança. Que as pessoas sejam capazes de viver suas vidas sem deixar as “boas intenções” alheias estragar tudo, pra variar… Só quem batalha pelo mérito pode confiar cegamente na sorte.

Música pra esse clima: Amor pra recomeçar - Frejat

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Agosto
20th 2008
Intrigas do Amor

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Até onde você se julga capaz de ir por amor? Amor de homem e mulher (ou coisa similar), amor paixão, daqueles que fazem os encalhados sonharem e os apaixonados sofrerem. Será que a sinceridade e o diálogo são peças fundamentais para o sucesso de uma relação? Ou será que são tantos os fatores que se torna mais uma enorme estupidez da minha parte chacoalhar minhas pulgas sobre o tema? Who cares?

Minha “vasta” experiência, nesse exato momento em que estou pensando sobre um determinado caso em particular, me faz parecer mi madre, a rainha dos provérbios, pra variar: “Quanto mais você abaixa, mais a sua bunda aparece…” É fato. Nos apaixonamos por uma pessoa que pode, com o passar do tempo, mudar totalmente para nos agradar ou testar. A primeira opção acontece quando a pessoa se anula e deixa a outra controlar sua vida. Claro que a maioria acha que cabe nessa primeira descrição, afinal somos todos mártires, super altruístas e jamais somos egoístas, né? O fato é que somos tão egocêntricos que só enxergamos o nosso próprio sacrifício, ignoramos o martírio alheio, empatia nem pensar quando são os nossos valiosíssimos sentimentos que foram feridos.

E testamos nosso oponente, ops, parceiro… Sim, queremos testar o limite do amor alheio, mesmo sabendo (se não sabemos, o problema é bem nosso) que é frágil e totalmente condicional. Só o amor de mãe pode ser incondicional, mas muita gente busca esse amor nos relacionamentos, e não só amor: estímulo, aprovação, compreensão, aceitação de mãe. Quando, na verdade, o outro não é nossa mãe, não nos conhece como quem nos pariu e criou, não sabe da gente como ela sabe e, logo, não é capaz de oferecer um amor tão intenso assim. Buscar esse amor num romance é doença corriqueira hoje em dia, muita gente perdeu a noção do que é mãe e pra quê ela serve.

Se bem que algumas pessoas amam o sofrimento, o drama, o melodrama, a coisa problemática em vez da problemática da coisa. Tem gente que faz questão de rimar amor com dor, em vez de rimar com calor, sabor, valor. Há quem se amarre num platônico, nem que tenha de partir o próprio coração só pra curtir a dor de cotovelo de ver a pessoa amada ser feliz ao lado de outro alguém. Tem amor que precisa de intriga pra se afirmar, pro casal poder dizer um dia: “enfrentamos o diabo, mas estamos juntos há quinze anos!” - claro que a esquisitona aqui prefere dizer que foi eterno durante o ano que durou a contar vantagem em cima do sofrimento, mas como sou gonza demaaais, nem me considero referência.

Sem contar o ciúme, a grande intriga quase favorita do amor. Tem fulanos que A-D-O-R-A-M se autoafirmar citando exs, como se o fato de ser bem rodado fosse qualidade. Ja passei algumas vezes pela cena de passar num determinado lugar e o infeliz ao meu lado me presentar com uma jóia do tipo: “Eu namorava uma menina que mora nessa rua!”. Nesses momentos tive de ter muito sangue frio pra ficar calada. Que eu poderia dizer, afinal? “Ah, sério? Nossa, obrigada pela informação! Qual o endereço exato pra eu visitá-la e pedir referências?” Ou, quem sabe: “Nossa, saber isso mudou minha vida e por isso nunca mais vou passar por aqui!”. Provocar ciúmes desse jeito soa como um grito desesperado por atenção, parece que a pessoa quer valorizar o produto, te dizer: “Olha, tem muita gente me querendo, você deveria se sentir muito feliz e se submeter totalmente à minha imaturidade.”

O fato é que parece que todo amor vive cercado por intrigas. Ciúme, família e/ou terceiros mal intencionados, diferenças de hábitos e opiniões, rotina, desgaste. Amor sem intriga é praticamente impossível. Há quem também acredite que o melhor de um romance é a briga, pois o sexo de reconciliação é melhor. Claro que a maluca aqui discorda, sexo de reconciliação não existe com pessoas não partidárias da segunda chance…

Som para corações partidos de hoje: Dido - Here with me

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Agosto
11th 2008
Saudades encantam…

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O dia começou cheio de saudades, cheio de saudades que começaram junto com essa semana e com saudades que terminaram assim também. Meus meninos, amores que deixam minha vida mais leve, mais divertida. Eles são minhas saudades, minhas agonias, preocupações… Meu fim de semana foi legal, num lugar super especial, um jeito gostoso de relembrar como é ser livre, ser feliz. E foi muito legal dividir isso tudo que eu sabia que seria bonito me ver sentindo, eu sou muito melhor assim, feliz por ser feliz. Tem dias que sinto culpa por ser feliz, são os dias cinzentos em que deixo a mesquinhez alheia me atingir a plenitude, me fazem encolher toda essa grandeza e sentir que talvez não seja digna de tamanha felicidade. Mas isso passa graças ao meu incrível jutsu de “Poderosa Aplicação de Empatia”.

Eu adoraria ser capaz de ensinar isso, empatia. Se cada filho da pucca aprendesse a ser empático, o mundo seria menos cruel, a vida seria mais bela, o diálogo seria menos hipócrita. É horrível sentir-se um alienígena por que se é franco, por ser direto em seus argumentos, até para admitir que embasou uma teoria aparentemente profunda em porcaria nenhuma, em suposições e presunções que saíram do nada. E talvez seja esse o Graal que eu vou buscar pela minha jornada,  o ensinamento da empatia. Melhor mesmo que não me publiquem se eu estiver escrevendo feito pau mandado. Por que eu sou um pau mandado muito duro e grande pra um idiota qualquer engolir.

Empatia, baby. Saiba se colocar aqui, na minha pele, e verá como é doce ser ácida, como é difícil parecer fácil e delicioso ser ruim… Estar aqui é ver que é possível se superar, evoluir e rir de si mesmo, da própria limitação, da própria condição efêmera, ridícula, precária e maravilhosa que é o ‘estar vivo’.  Eu queria te ensinar a se amar mais do que pode amar qualquer outra coisa, pra te ensinar a se deixar ser amado, pra aprender a amar alguém de verdade, venha aqui e enxergará a vida mais bonita através dos meus olhos, meus olhos que só se amam e por isso te amam tanto…

Som pra hoje: Wine in the afternoon - Franz Ferdinand

empatia | s. f. de em + Gr. páthos, estado de alma
capacidade psicológica para se identificar com o eu de outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas.

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Junho
13th 2008
Há 2 anos

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Há exatamente dois anos eu estava vivendo o dia seguinte a maior descoberta da minha vida: grávida. E eu fiquei tão feliz, mas tão feliz… Claro, fiquei muito insegura e ansiosa também. Mas, acima de tudo, me senti poderosa. Gerava uma nova vida. Nunca tinha ficado grávida antes, nenhum sustinho… Tinha até uma suspeita de que teria de fazer algum tratamento quando resolvesse ser mãe, mas quando tem quer ser, não adianta. E ele veio, eu não tive nem um segundo de dúvida que viria, que o queria… O neném mais lindo da maternidade. O dia seguinte da descoberta da gravidez foi um dia de pensar em nomes. Foi onde, por uma intuição presunçosa e errada, eu perdi uma aposta para o pai do meu filho. Eu apostava que seria menina e ele, que seria menino. Foi quando eu sugeri: se for menino, você pode escolher o nome! E eu adoro o nome dele, apesar de ter resistido no começo. Se um dia eu lhe der uma irmãzinha, seus nomes vão até combinar: Américo e Amora.

Hoje ele foi passar o fim de semana com o pai, e eu fico perdida em casa. Tudo é tão silencioso, sinistro sem ele. Ele é um neném tão gostoso que ganhou até presente de dia dos namorados de uma tia que é super coruja e o adora. Um carro, daqueles que pode entrar dentro e pedalar. Poxa, que tia legal! E ele fala pra ela: “Tia!” E ela se derrete! Guaci, eu sei que você me lê! Obrigada, amore! Você tem sido uma grande amiga!

Há dois anos eu já imaginava que tudo poderia estar assim, que ele me mudaria muito, mudaria minha vida. Claro que nunca poderia imaginar o quanto ele me ofereceria em troca, o quanto ele me ensinaria sobre felicidade, amor, paciência, vida. Nem em sonho eu imaginava ser capaz de fazer um ser tão melhor que eu, tão perfeito e iluminado. Claro, talvez coruja, talvez leoa, mas sem dúvida mãe. Há dois anos eu tinha decidido que seria isso, que queria mais esse título, fardo e honra! Há dois anos me tornei mulher, deixei de ser apenas menina. Valeu a pena, vale cada sacrifício!

Trilha de hoje: O Rato - Palavra Cantada

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Junho
9th 2008
O Amor… (2)

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Agora vou falar do amor romântico, por que amor próprio é básico, e não é tão interessante quanto o amor que inspira poemas, loucuras e lindas histórias com finais felizes. Esse amor também vale muito a pena e ajuda a manter a forma. É um amor que requer: disposição física*, boa vontade*, paciência*, paixão*. Não sei explicar em que ordem, mas vou explicar porque só precisa isso…

*Disposição física é fundamental pro amor. É muito horrível amar e/ou ser alguém que não se cuida, que vive cansado, caindo pelas tabelas, dormindo em qualquer tempo livre, que só dá rapidinhas… Uma pessoa que tem disposição física pra amar é, com certeza, um amante melhor. Se sua vida não lhe permite ter disposição, mude de vida… Como? Só sei sobre a minha, que sempre mudei quando quis… Inclusive estas palavras são baseadas apenas no meu profundo conhecimento sobre a minha própria vida. Mudar de vida é só querer, é mandar umas pessoas pra uns lugares, ir você mesmo pra outros.´Putz, pra mim sempre foi muito fácil fazer isso, mas nem sempre saí ilesa…

*Boa vontade é excelente quando nos deparamos com a limitação alheia. É legal ter sempre em mente que amar alguém não faz do alvo de seus sentimentos um ser perfeito, assim como você também não o é. Ter boa vontade com as imperfeições, não ser deselegante quando estiver de saco cheio, não descontar problemas de outros departamentos sentimentais nesse seu romance, não ser sempre um folgado(a), e quando algo lhe for pedido, ouça com carinho. Poxa, ter boa vontade é muito fácil. Na minha humilde opinião, boa vontade só pode ser superada (mas por que não, complementada?) pelo bom humor…

*Paciência é o complemento, ou a chave para a boa vontade, mas é diferente num aspecto. Ter boa vontade é ativo, paciência é passiva. Ser paciente é quase dominar o poder de ter tranqüilidade para aceitar o que não pode ser mudado. E, não vale a pena querer mudar outra pessoa. Claro, quando se trata de uma pessoa muito down, do tipo que inspira dó por se autodestruir, às vezes sentimos um instinto de proteção, e acabamos nos envolvendo pra ajudar. Já vi acontecer algumas vezes da pessoa mudar, melhorar e perder totalmente a graça… Ter paciência no amor é não querer mudar o outro. É também aceitar que não se pode estar certo sobre tudo, ninguém é dono da verdade. Paciência é ser flexível, é ceder algumas vezes, é argumentar sobre sua opinião sem tentar enfiá-la goela abaixo do seu interlocutor.

*Paixão é tudo no amor romântico. Numa boa, romance sem vermelho é que nem sede, fome e dor, tudo ao mesmo tempo. Nada mata mais o amor que olhar o ser amado e sentir que não tem vontade de beijá-lo a todo momento, abraçá-lo antes de dormir, não estar com mais ninguém no universo além dele. Quando a paixão vai embora, nem faz mais sentido amar… Amar com paixão é uma delícia, ser correspondido num amor assim, na mesma intensidade, faz a vida ter sentido, o mundo ser belo, o céu mais azul e as flores sorrirem. Ser amado com paixão é o que todo mundo quer, eu acho. Se é dando que se recebe…

Tomara que eu leia tudo isso daqui uns tempos e ache que não estava tão errada. Vai significar que deu certo essa teoria! E aí, vou escrever um complemento chamado: O amor (3) - Como não enlouquecer com a felicidade…

Trilha de hoje? Hum… My Girl - The Tempatations

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Junho
7th 2008
O Amor…

Posted under Brisas

Dia dos namorados chegando, deu vontade de escrever sobre esse tema tão universal. O amor, o maior de todos, tem de ser o amor próprio. Parece clichê, mas quem não se ama não é capaz de amar outra pessoa, apenas atribui ao outro a função de fazer-lhe feliz. Não ame alguém que já não é feliz por si só. Essa pessoa não será capaz de te amar também. E amor é sublime. Já amei muito, dei muito do meu amor próprio, e me decepcionei tanto… Nem sei quantas vezes senti o nó na garganta causado pela desilusão. Talvez seja um carma, terminar relações fadadas ao fracasso, por que só uma parte sabia se amar… Mas tudo valeu a pena, pelo menos pela experiência.

Se você ama alguém que não se ama, sinto muito. Se você não se ama, sinto mais ainda… Quem não é feliz consigo mesmo, não é feliz com mais ninguém. E os começos sempre são felizes, as pessoas mostram o melhor de si, muitas vezes esquecem que o melhor de si é fingimento, é apenas vontade de ser tão bom, é apenas a empolgação. Quem não se mostra de verdade, não ama o próprio estilo e sempre acaba decepcionando o outro quando a máscara cai. As máscaras sempre caem, é uma simples questão de tempo. Tem até uma piadinha bem realista: “Quer conhecer quem é realmente seu namorado? Case-se com ele. Quer saber quem é realmente seu marido? Divorcie-se.” Eu já vi isso acontecer duas vezes, e foi bem podre.

É admirável, mas muito raro, encontrar pessoas que sabem amar. Essas sabem o que querem, vão atrás sem medo, esperam quando é preciso, mas não se desviam e nem perdem tempo com quem não é seu amor. Encontrar uma pessoa dessas pode ser prejudicial à saúde de quem não se ama, pois ficam fascinadas e encantadas com a personalidade linda que essas pessoas têm, acabam por apaixonar-se e, sem ter amor próprio, camuflam essa deficiência, conseguem atenção e até aproximação, mas depois são descartados quando a verdade aparece.

É muito lindo amar e ser amado, mas não é nada bonito esperar outra pessoa pra te fazer feliz. Ser feliz não é o destino, mas a jornada…

Trilha sonora de hoje: Holding on to you - Terence Trent D’arby

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