Archive for the 'Maternidade' Category

Julho
4th 2007
A “canguta”

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É assim que eu chamo aquele lugarzinho embaixo da orelha, onde costumamos passar perfume. Sabe? Ali, o Américo adora receber beijinhos e fungadas. Tem um cheirinho bem especial de leite azedo, sabonete de neném e suor. É o melhor cheiro que eu já senti na vida!

Até quando sentimos o cheirinho de bebê em nossos filhotes? Seja qual for o tempo, é pouco. Se eu pudesse, mandaria engarrafar esse cheirinho para sempre lembrar dessa fase maravilhosa que estou vivendo. Uma fungadinha na canguta é suficiente para fazê-lo soltar o sorriso banguelo mais charmoso do mundo. Ele é tão bem humorado! Passo horas imaginando como deve ser fascinante aprender a viver. Gorgolejos e primeiras sílabas. Hoje ele se rasgava de rir enquanto dizia “aabbuuuu” e eu repetia. Já está todo durinho, pensa que já pode ficar em pé e quer ir para onde aponta seu nariz.

A “canguta” é uma pequena parte de todas as descobertas que ele me proporciona. É tão gostoso descobrir o que o faz rir, do que ele gosta e o que ele quer… Essa intuição materna é incrível, mesmo. Ele tem quase cinco meses (completos dia 06/07) e eu já sei, só de ouvir seu choro, se tem frio, fome, sono ou está entediado. Não é grande mérito, acho que qualquer mãe atenta consegue sacar seu filho sempre. Por isso que não se deve mentir para as mães. Elas fungaram nossas cangutas e aprenderam o que queremos dizer antes mesmo de termos aprendido a falar…

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Junho
26th 2007
Angústia do que será

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Acabo de fazê-lo dormir… E me dei conta que ele cabe em meus braços ainda. Um dia, quando ele estiver grande, vou sentir TANTA saudade dessa época… Só de pensar nisso, dá um nó na garganta. Mas é inevitável, ele crescerá. Logo não será mais m bebê, será um menino, um rapaz, um homem. E eu sempre serei sua mãe. Será que eu sempre o verei como um bebê? Será que saberei respeitar o homem que ele será um dia? Ou será que o desespero da saudade, dos remorsos e arrependimentos por tudo que farei e não farei para ele vão me deixar amarga, triste? Que tipo de mãe eu sou? Bom, como dizem que só muda o endereço, acabo de reler isso e constatar que, assim como minha madrezita, estou sofrendo por antecipação. Vai ver que essa é uma das condições naturais de humor materno: a angústia do que será…

Acho que é essa angústia, esse medo, que nos transforma de moças valentes (ou tímidas mocinhas) em heróinas implacáveis, leoas… RRRRrrruuuAAARRRRR

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Junho
25th 2007
E agora?

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É, eu agora sou uma mãe. Matraca eu sempre fui. Verborrágica, talvez. Escrever é uma forma de aliviar a avalanche de idéias e pensamentos que me inquietam, principalmente quando se desenvolvem. Meu filho é a melhor idéia que eu já tive e, foi meio sem querer… Foi inesperado, mas muito desejado, querido e adorado desde o dia dos namorados do ano passado, quando fiquei sabendo que meu corpo não estava mais sozinho pela vida. E foi o melhor presente que já ganhei na vida.

Hoje ele tem quase cinco meses. Me consome toda vontade de olhar para qualquer outra coisa. E ele é um menino incrível. Sim, eu sou uma mãe coruja, como todas as mães… Mas é fato que ele é um bebê mais simpático que a maioria. Não estranha ninguém, abre um lindo sorriso babado para qualquer um que brinque com ele, adora qualquer colo, não é chorão (a menos que sinta sono, fome ou frio) e, se você cantar para ele uma musiquinha qualquer com voz bem fininha e sorrindo, vai ver a alegria em forma de pingo de gente! É, é minha vidinha linda, mesmo. Agora ele acordou e, para continuar esse texto, coloquei o seu CD favorito para tocar. Acalma que é uma beleza e eu recomendo para todo mundo que tem neném. O CD chama-se “Meu Neném”, do grupo Palavra Cantada. Tem também, do mesmo grupo, um CD de músicas de roda, que é uma viagem aos nossos tempos de criança. É uma delícia ouvir e relembrar as musiquinhas que nossas mães (ou tias, professoras, etc) ensinaram para gente. Chega. Ele já está inquieto e é hora do seu suquinho de laranja-lima. Até mais!

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Abril
26th 2007
Negro Céu

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Negro Céu
Luz do luar
Noite véu
Vem me ninar

Vai
Céu azul pro fim do mundo
Vem
Noite do além…

(ok, não é meu, mas eu canto isso o tempo todo para o meu filhote! A autoria é deSandra Peres e Edith Derdyk. Aprendi essa cantiga com o CD “Meu neném” do grupo Palavra Cantada, e recomendo para todos os pais e filhos cantarem juntos!)

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