Phoenix Criminal Lawyer


Archive for the 'Livros' Category

O Grande Livro do Jornalismo

June 8th, 2008

Vale cada centavo.  Jon E. Lewis reúne 55 autores realmente incríveis, entre eles Mark Twain, Charles Dickens, Dorothy Parker, John Reed, George Orwell. Cada capítulo é uma reportagem, começa com alguma informação sobre o veículo e época em que o escritor fez a matéria, depois encanta… Quem dera o jornalismo ainda fosse sempre feito assim. Esse livro reúne textos valiosos, que dignificam o jornalismo como ferramenta histórica. O meu favorito foi a do Winston Churchill - Fuga, onde ele conta sobre sua fuga da prisão em Pretória, hilárica. Não consegui imaginar o Churchill jovem, então ri muito quando pensei nele pulando de um trem em movimento com aquelas bochechas… Ok, meu humor é negro. Mas a história do cara é realmente interessante, parece até de pescador. A do Mark Twain, O ataque americano às pirâmides,  também é impagável…

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Belas Maldições - Neil Gaiman e Terry Pratchett

February 7th, 2008

O bem e o mal. Uma velha história com uma roupa muito melhor e mais bem contada. Neil Gaiman é um dos meus prediletos, portanto, essa crítica é mais do que comprometida. Mas quero recomendar esse livro por que fala sobre o comportamento humano, sobre como o bem e o mal são apenas faces de uma mesma moeda e como o inefável é tão…. tão…. inefável.  

A Peste se aposentou e foi substituída pela Poluição depois que inventaram a Penicilina em 1929, mas os demais cavaleiros do apocalipse: Morte, Fome e Guerra, prosperam e atuam de maneira geral na nossa sociedade, o anticristo foi trocado na maternidade por freiras malignas burras, o Cão saiu do inferno. E tudo, isso tem graça. O apocalipse é muito mais interessante quando está para acontecer assim, do jeito que eles imaginaram.

Agnes Nutter viu um futuro muito preciso, mas a precisão da idade média pode ser bem engraçada. Como alguém que viveu naquela época poderia descrever uma TV ou um automóvel? O conflito amistoso e eterno entre o anjo Aziraphale e o demônio Crowly, que vivem e acompanham a humanidade na Terra desde seus primeiros dias, e suas profundas questões sobre o… inefável. Por mais que você saiba o que essa palavra significa, talvez mude de idéia depois de ler esse livro.

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E a trilha sonora de hoje é: The Scientist - Coldplay

Persépolis - Marjane Satrapi

January 28th, 2008

Eu adorei ganhar de presente a obra completa. Já namorava as edições anteriores, mas resolvi esperar pela coisa toda junta. E não me arrependi. Devorei o livro em 3 dias, queria mais, muito mais. Apesar do traço simples, a história que a Marjane conta é muito rica. Começa com a história do começo da civilização Persa e as sucessivas invasões e revoluções que aconteceram naquele território. E também conta a própria vida, que me encantou pela coragem e disposição para a aventura. Claro que me identifiquei com a menininha que queria ser profeta e que, ao mesmo tempo, improvisava um soco inglês para assustar um coleguinha.

O livro conta, de verdade,  a vida de uma menina bem privilegiada no meio da guerra, que teve condições de sair de seu país e ver como era a “liberdade” na Áustria. Mostra que nem toda criança do Irã (onde, um dia, foi a Pérsia)  é desgraçada e que, mesmo no meio da guerra, há desigualdades gritantes entre as classes sociais. Vale a pena conferir.

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Manual do Hedonista - Dominando a esquecida arte do prazer

January 8th, 2008

O livro de Michael Flocker é auto-ajuda escancarada e, apesar de torcer o nariz para o estilo, gostei muito da leitura. Conselhos nada convencionais num texto que fala sério num profundo e debochado tom de sarcasmo. Conselhos muito úteis, na minha opinião hedonista. Algumas personalidades cheias de características hedonistas, um toque sobre como as virtudes foram deturpadas pela sociedade, dicas de como ser o seu grande amor, hedonistas versus mártires. Uma das frases de canto de página que eu adorei, já que o livro tem várias e todas são legais, foi um provérbio dos mestres do whisky: “Certifique-se de viver a sua vida, porque você fica muito tempo morto”.  Esta última sintetizou vulgarmente toda a obra, mas é esse o espírito. Não supervalorizar nada além da própria felicidade.  

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A menina que roubava livros - Markus Zusak

January 7th, 2008

Ganhei de amigo secreto no Natal, queria muito ler esse livro. Não me arrependi.A história, narrada pela própria Morte (depois de Sandman, a Morte nunca mais será a mesma), conta a vida de uma menina alemã, Liesel Meminger, durante a segunda guerra mundial.  Ela é levada pela mãe, junto com o irmão mais novo, para Molching, uma cidade próxima a Munique. O irmão morre no meio do caminho e, no enterro dele, ela “rouba” seu primeiro livro. Chega sozinha ao seu lar adotivo. Isso é só o começo. Durante a leitura, fiquei fascinada com o suspense sobre cada detalhe. Seu pai verdadeiro era comunista em pleno período nazista da Alemanha. Seus pais adotivos eram bons alemães, não nazistas e, em certo ponto da história, chegam até a esconder um judeu, Max Vanderburg, da perseguição anti-semita de Hitler.

Os detalhes sobre a vida na pequena cidade, seus personagens nazistas e não nazistas, como o Pfifikus, são encantadores. Mas o ápice do encanto fica com Rudy Steiner, o principal coadjuvante da história de Liesel. Eu me apaixonei por ele, quem ler vai se apaixonar também. Foi o melhor amigo e penso que todo mundo deveria ter um amigo assim na infância. As aventuras dos dois pela cidade facilitam a vida da roubadora de livros, que conquista a amizade da mulher do prefeito, dona de uma sedutora biblioteca particular.

A guerra, os bombardeios, a leitura dentro dos abrigos anti-bombas para distrair e tentar acalmar as pessoas durante os ataques, a cativante adoração de Liesel pelo pai adotivo e dele por ela. Vale a pena ler.

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