Phoenix Criminal Lawyer


Archive for the 'Conselhos Inúteis' Category

O Amor… (2)

June 9th, 2008

Agora vou falar do amor romântico, por que amor próprio é básico, e não é tão interessante quanto o amor que inspira poemas, loucuras e lindas histórias com finais felizes. Esse amor também vale muito a pena e ajuda a manter a forma. É um amor que requer: disposição física*, boa vontade*, paciência*, paixão*. Não sei explicar em que ordem, mas vou explicar porque só precisa isso…

*Disposição física é fundamental pro amor. É muito horrível amar e/ou ser alguém que não se cuida, que vive cansado, caindo pelas tabelas, dormindo em qualquer tempo livre, que só dá rapidinhas… Uma pessoa que tem disposição física pra amar é, com certeza, um amante melhor. Se sua vida não lhe permite ter disposição, mude de vida… Como? Só sei sobre a minha, que sempre mudei quando quis… Inclusive estas palavras são baseadas apenas no meu profundo conhecimento sobre a minha própria vida. Mudar de vida é só querer, é mandar umas pessoas pra uns lugares, ir você mesmo pra outros.´Putz, pra mim sempre foi muito fácil fazer isso, mas nem sempre saí ilesa…

*Boa vontade é excelente quando nos deparamos com a limitação alheia. É legal ter sempre em mente que amar alguém não faz do alvo de seus sentimentos um ser perfeito, assim como você também não o é. Ter boa vontade com as imperfeições, não ser deselegante quando estiver de saco cheio, não descontar problemas de outros departamentos sentimentais nesse seu romance, não ser sempre um folgado(a), e quando algo lhe for pedido, ouça com carinho. Poxa, ter boa vontade é muito fácil. Na minha humilde opinião, boa vontade só pode ser superada (mas por que não, complementada?) pelo bom humor…

*Paciência é o complemento, ou a chave para a boa vontade, mas é diferente num aspecto. Ter boa vontade é ativo, paciência é passiva. Ser paciente é quase dominar o poder de ter tranqüilidade para aceitar o que não pode ser mudado. E, não vale a pena querer mudar outra pessoa. Claro, quando se trata de uma pessoa muito down, do tipo que inspira dó por se autodestruir, às vezes sentimos um instinto de proteção, e acabamos nos envolvendo pra ajudar. Já vi acontecer algumas vezes da pessoa mudar, melhorar e perder totalmente a graça… Ter paciência no amor é não querer mudar o outro. É também aceitar que não se pode estar certo sobre tudo, ninguém é dono da verdade. Paciência é ser flexível, é ceder algumas vezes, é argumentar sobre sua opinião sem tentar enfiá-la goela abaixo do seu interlocutor.

*Paixão é tudo no amor romântico. Numa boa, romance sem vermelho é que nem sede, fome e dor, tudo ao mesmo tempo. Nada mata mais o amor que olhar o ser amado e sentir que não tem vontade de beijá-lo a todo momento, abraçá-lo antes de dormir, não estar com mais ninguém no universo além dele. Quando a paixão vai embora, nem faz mais sentido amar… Amar com paixão é uma delícia, ser correspondido num amor assim, na mesma intensidade, faz a vida ter sentido, o mundo ser belo, o céu mais azul e as flores sorrirem. Ser amado com paixão é o que todo mundo quer, eu acho. Se é dando que se recebe…

Tomara que eu leia tudo isso daqui uns tempos e ache que não estava tão errada. Vai significar que deu certo essa teoria! E aí, vou escrever um complemento chamado: O amor (3) - Como não enlouquecer com a felicidade…

Trilha de hoje? Hum… My Girl - The Tempatations

Não vote nos mesmos

April 7th, 2008

Já está na mídia as pesquisas de intenção de voto para prefeito em São Paulo, sempre os mesmos nomes, as mesmas velhas facções criminosas. Eu nem acredito que o Maluf ainda tem a cara de pau de se candidatar, mas assim é o Brasil. Herança da colonização que só explorou e nunca educou o povo mais humilde, o sistema paternalista de assistência social é uma humilhação só.

E temos de votar, temos de escolher. Há poucas manifestações que incentivem o questionamento da obrigatoriedade do voto, do que pode acontecer se a população se negar a votar nos candidatos que são oferecidos. O pouco de conscientização que existe não é suficiente para atingir a horda de ignorantes que se deixam levar por propagandas bem produzidas e bolsa-esmola. Só que não dá mais pra agüentar tanto imposto e tanto descaso na cidade mais rica do país. Tudo sujo, tudo caro, tudo lotado, tudo lento, tudo ao extremo. São Paulo está um inferno de onde, quem tem condições, só pensa em fugir…

Adeus 2007!

December 18th, 2007

Se puder escapar de tudo, fugir com bons livros, levar pouca roupa, as músicas prediletas e rumar para o litoral, não espere mais. Portanto, vou seguir meu próprio conselho e deixar essa humilde página para o ano que vem. Feliz natal para os Cristãos, Feliz Reveillon para todos. Não esqueçam: usem taxi se resolverem beber até cair pelas tabelas, usem camisinha e não faça ao próximo o que não gostaria que lhe fizessem. A gente colhe o que planta… Até o ano que vem. Au revoir…

Espírito Comunitário

December 11th, 2007

Não existe mais senso de comunidade na vida urbana. Talvez por isso seja bem mais confortável viver em condomínios, pois pode-se chamar o síndico quando a alegria do vizinho está fazendo a tristeza da sua noite… Eu não moro em condomínio, ainda. Mas já estou cansada de ouvir que “os incomodados que se mudem” ou de chamar a polícia depois de ouvir isso. E a polícia nada pode fazer. Esse domingo foi um caso clássico do que acontece na minha rua.

Obras na casa de duas freiras. Além de elas fazerem caridade alimentando os moradores de rua e, entre eles, os viciados, bêbados e todo tipo de gente “simpática” aqui mesmo na rua, elas resolveram aumentar a “obra de Deus”, ampliando a própria casa. Até aí, tudo bem. Mas num domingo, ás 8 da madrugada, ninguém merece… Eu fui, transtornada, pedir para que elas parassem a obra ao menos aos domingos, pois a semana toda a vizinhança já se sentia incomodada com as “obras” das irmãs. Ela foi super mal educada e respondeu com um ” Tá incomodada? Muda!”. Eu fiquei fula de raiva e chamei a polícia, pois as velhas não têm alvará para efetuar a reforma e,  muito menos, licença para fazer isso aos domingos. A polícia chegou (2 viaturas! Afff) e disse que eu teria de ir à prefeitura reclamar com o fiscal de obras para que embargassem a obra das freirinhas dos infernos.

Fala sério! Eu só queria que o polícial fosse até lá, pedisse para verificar a licença delas e que pedisse para que retomassem a obra apenas na segunda-feira. Mas isso não é da alçada deles. Então foda-se eu. Tenho mais é que me mudar… Ou aprender a incomodar também. A questão é que não me sinto no direito de perturbar a paz de todos para azucrinar alguns, e me sinto tão ultrapassada por ser boazinha…

Essa crescente individualidade só alimenta o egoísmo e faz as pessoas se sentirem cada vez mais isoladas em sua própria bagunça. Pena. Eu odeio a maioria dos meus vizinhos e, se um dia eles vierem me pedir uma xícara de açúcar, vou dar sal e talvez misturar uns laxantes… Minha vingança será maligna! Meu conselho é: Não me peça açúcar se eu já chamei a polícia para acabar com a sua festa.

Os Simpsons, o filme

September 23rd, 2007

Hoje eu consegui uma super vóbá para o Américo e fugi com o queridão para ir ao cinema ver os Simpsons. Recomendo, dá boas risadas e um pouco de raiva do Homer, mas o final é sempre feliz… Simpsons é um retrato exagerado do comportamento da classe média ocidental, muitos o consideram lixo, muitos enxergam arte. Eu me divirto. Tenho medo de me tornar uma Margie, de meu marido ser um Homer, de meu filhote se tornar um Bart na vida, mas acho que todos temos um pouco de cada um deles. Eu me identificava muito com a Lisa, hoje não me vejo mais ali. Agora meu papel é outro.

E nos trailers eu vi que realmente tem um filme baseado em Stardust, do Neil Gaiman. Super produção, super elenco, super roteiro, cheio de subtítulos… mas  estou meio ressabiada de o filme estragar tudo. Nem de longe Claire Danes vai conseguir representar a Estrela que eu imaginei quando li o romance. Uma pena… Recomendo a leitura de Stardust, é maravilhoso!

Viajem pelos sonhos

September 16th, 2007

É um conselho também. Eu aconselho. Neil Gaiman. Tudo. Quando escrevi sobre a experiência com Vagabond, esqueci de contar que isso é freqüente. Eu tenho uma profunda teoria leviana sobre as obras impressas, em geral. Eu dou a qualquer livro 20 páginas. Na livraria mesmo, pego o exemplar e leio as primeiras vinte páginas. Se o assunto me prender, levo e devoro. Se não cativar em 20 páginas, já era. Raramente eu dei uma segunda chance para livros que não gostei das primeiras linhas e, para os que dei, não lembro o que li. Com Neil Gaiman foi assim.

Eu comecei com Sandman. Meu benzinho, que na época era só namorido, tinha toda a coleção de HQ do Sandman e da Morte. O que ainda não tinha saído na edição encadernada especial em português, ele tinha em inglês. Eu levei três dias para ler toda a coleção. Depois passei para os livros. Posso dizer que hoje eu tenho tudo o que ele publicou em português e inglês. E está para sair um novo livro. Já era hora, eu estava em abstinência. Sou apaixonada pela forma como ele escreve e pela imaginação dele.  Dizem que vai sair o filme Stardust. Só espero que jamais façam um filme do Sandman, seria deturpar um universo que só cabe mesmo em dois lugares: o papel e a mente.

Sandman me deixou pasma pela pluralidade das idéias e das conexões. Meu personagem favorito é a Destruição, que quase nem aparece. É o Perpétuo mais rebelde e mesmo assim, mais lúcido. Ele abdica de sua função, já que a humanidade se encarregou de destruir tudo sozinha e sem nenhum propósito além da ganância. É também o mais bonitão. Há quem ache o estilo mórbido, pálido e caidão do Sandman atraente,  mas mau gosto não se discute. Sandman é fascinante, mas deprimente. A Morte é muito mais interessante que o Sonho. Sonho = Sandman, para quem não conhece. Eu recomendo muito. O único que me falta não é do Neil Gaiman e sim de Jill Thompson,  Os pequenos Perpétuos, mas está esgotado. É para crianças. Vou adorar ler isso para meu neném. Mi madre lia mitologia para mim, deu nisso. Vai saber o que pode dar se eu ler Sandman…

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Não cutuque onça com vara curta

August 23rd, 2007

Provérbios. Mi madre adora utilizá-los. Eu detestava isso nela, mas vejo que fiquei igualzinha. Cruel. Mas o que esse ditado quer dizer? Diz para não extrapolar limites. Superar limites é diferente de extrapolar.

Extrapolar: Generalizar a partir de dados fragmentários. / Aplicar (algo) a um outro domínio, para então inferir possibilidades, hipóteses. / Ir além de; exceder, ultrapassar. / Estar ou situar-se para lá de.

Não sobrecarregue o sistema das coisas e pessoas, cultive a empatia. Aliás, esse poderia ser o conselho. Em vez de um provérbio, eu poderia ter sido mais original e dado esse conselho: cultive a empatia. Mas eu não quis extrapolar meus limites hoje, apenas superá-los. Talvez vocês não façam idéia de quanto é complicado conseguir sossego para escrever hoje em dia…

Aprenda sempre

July 31st, 2007

Sim, você pode interpretar essa frase de maneira simbólica. Mas é muito mais interessante se você considerá-la literal. Ok, aprendemos todos os dias, a experiência da vida é algo que não se aprende em escola alguma, bla bla bla… Mas aprender algo é mais interessante se seguirmos alguns moldes tradicionais. Grupos, por exemplo. Fazer um curso é uma maneira maravilhosa de aprender e, ao mesmo tempo, conhecer pessoas que têm alguma coisa em comum com você.  Sem contar que ocupar o tempo com algo que se tenha interesse de verdade é estimulante e anti-stress.

Se você acha que sabe tudo, bem, nem me leia. Mas se você é alguém que sempre sonhou em aprender alguma coisa, já tem meio caminho andado. Pior é a pessoa que não se interessa por nada. Geralmente, a depressão a dominou. Mas se o seu caso é apenas tédio com as atividades usuais, drible a rotina aprendendo aquilo que vai enriquecer não apenas seu currículo, mas também a sua vida!

 Coisas que aprendi para enriquecer a vida: dança (ballet, jazz), animação 2D, mangá, jardinagem (bonsai), pintura, culinária, “blogar”…

Cuide da sua vida!

July 24th, 2007

Ok, se eu realmente seguisse esse conselho ao pé da letra não estaria aqui publicando conselhos para a vida alheia. Mas o que eu quero dizer é para que não espalhe fofoca, não pergunte coisas sobre a vida alheia que não dizem lhe dizem respeito. Viva e deixe morrer. Por exemplo: não interessa pra quem fulana está dando ou quem está comendo quem na sua empresa; se alguém da sua família largou a mulher ou perdeu o emprego (a menos que você esteja interessado na mulher largada ou possa arrumar outro emprego pro desempregado), se fulana não impõe limites aos filhos ou não limpa a própria casa como deveria, se beltrano falou pro ciclano tal coisa sobre o fulano e por aí vai….

Se as pessoas não cuidassem da vida alheia e prestassem mais atenção nas próprias vidas, muita energia seria poupada, muita intriga seria evitada e seria mais fácil conviver em sociedade. Às vezes me acho anti social por que me afasto das pessoas. Mas já notei que sempre me afasto de pessoas que gostam de falar sobre a vida de outras pessoas. Não sei… De repente, me parece que, para uma pessoa falar mais da vida alheia que da própria vida, é por que esta deve ser uma bosta. E, como diz mi madrezita muy hermosa, QUEM FALA DOS OUTROS PARA VOCÊ, FALA DE VOCÊ PARA OS OUTROS !!!

Eu já fui do tipo que repetia: Falem mal, falem de mim, só não falem pra minha mãe. Hoje em dia, prefiro que não falem nada, a menos que seja para acrescentar algo útil em minha vida.

Escreva!

July 24th, 2007

- Ah, tia Lia… Mas eu não gosto de escrever… Sobre o quê vou escrever?

Sobre qualquer coisa mas, principalmente, sobre você. Por que? Para rir de si mesmo em alguns meses. É uma terapia de autoconhecimento. Hoje você escreve sobre qualquer coisa que lhe aflige, o que sente, com quem está namorando ou saindo, como é e tals… Talvez seja difícil para algumas pessoas, pra mim sempre foi fácil escrever sobre minha própria vida. Meninas costumam fazer agendas e escrever essas coisas ali. Eu prefiro Blog por que já perdi muitas agendas… Mas o legal de se registrar os fatos é a retrospectiva. De nada adianta escrever sobre o que passou se não for para fazer um balanço do que foi legal. E é muito divertido se ver e rir de si mesmo. É incrível o quanto mudamos no espaço de um ano, o quanto nossa vida pode mudar, o quanto nossas velhas idéias nos parecem ridículas…

Se conhecer é muito bom e esse exercício de escrever sobre a vida ajuda. Mas, na minha ilustre opinião, o que importa mesmo é ver depois de algum tempo o quanto as certezas nunca são absolutas, o quanto superdimensionamos alguns problemas e notar que o tempo é o mestre de tudo, e na verdade ele nem existe realmente. Tempo… Isso é outro papo. Até mais!