Phoenix Criminal Lawyer


Archive for the 'Brisas' Category

Sexta-feira, das Deusas

July 4th, 2008

Sexta-feira brava. Sexta-feira que começou com uma despedida, pois só verei minha alegria no domingo, sexta-feira que se encheu de projetos profissionais, de tentativa inútil de criar um conto decente, de pedância redundante sobre o tema de sempre: EU. O Flip está rolando, e eu aqui. Não me importo tanto com o caos causado pela falta do virtual, nem com a guerra civil disfarçada de violência no nosso país, nem com a libertação da Ingrid, nem com toda vergonha que deveria sentir por ainda ser humana. Estou numa sexta-feira em que não ligo, simplesmente. Anestesiada com planos, liberada de expectativa emocional, plantando pra colher, pra variar. Fígado bom, já despejei meu veneno em quem me aborreceu e isso me aliviou bastante. Nenhuma fúria deveria ser contida, a menos que seja para o nosso próprio bem. Pelo bem dos outros, e outros que nem são seus, não vale à pena. Sexta-feira, começo de chatice de final de semana. Poutzzzz!!! Se eu morasse na praia como sempre planejei pra quando crescesse, teria surf pra terminar a semana com força de Iemanjá e teria também luau na cachoeira, pra começar a próxima carregada de amor e sorte. Tudo bem, vou fazer tudo isso, pelo menos vou lembrar das vezes que fiz e vou materializar a energia. Sexta-feira sempre é das Deusas, minhas queridas. Não sei se vou de vassoura ou tapete…

Som de hoje: Uninvited - Alanis

Fêmea Alfa?

June 29th, 2008

Talvez isso tenha começado na infância, talvez pela falta da figura paterna e ter tido como exemplo de conduta apenas uma grande fêmea alfa, mi madre. Mas acho que ela também não escolheu esse estilo de ser, apenas o assumiu como única maneira de sobreviver e criar seus filhos. Depois de ouvir alguns amigos me definirem assim, perdi o sossego… Fato é que adoraria não ser dominante, adoraria deixar alguém cuidar de mim, decidir o que é melhor, escolher o restaurante, mas não sei fazer isso, acho que nunca aprendi a ser frágil. Sensibilidade não é fragilidade, pelos Deuses… Talvez por ser alfa eu afaste os homens fortes e atraia apenas os fracos. E aí tudo vira uma bosta, porque eu não queria ser alfa 100% do tempo, cansa demais levar o mundo nas costas, cansa mais ainda suportar a fragilidade alheia o tempo todo. Eu adoraria não ser alfa, ser daquelas fêmeas que suportam e fazem de tudo em nome do “casamento”, que se dedicam ao outro e são tão altruístas que só se realizam na felicidade da família. Mas ser fêmea alfa é liderar, é estar só a maior parte do tempo, é ser temida, invejada e admirada de longe. É se bastar demais, e isso é tão solitário… Eu queria muito precisar de alguém, mas não consigo mais. Virei leoa, de verdade…

Som pra domingueira: Diggin the grave - Faith no more

O Amor… (2)

June 9th, 2008

Agora vou falar do amor romântico, por que amor próprio é básico, e não é tão interessante quanto o amor que inspira poemas, loucuras e lindas histórias com finais felizes. Esse amor também vale muito a pena e ajuda a manter a forma. É um amor que requer: disposição física*, boa vontade*, paciência*, paixão*. Não sei explicar em que ordem, mas vou explicar porque só precisa isso…

*Disposição física é fundamental pro amor. É muito horrível amar e/ou ser alguém que não se cuida, que vive cansado, caindo pelas tabelas, dormindo em qualquer tempo livre, que só dá rapidinhas… Uma pessoa que tem disposição física pra amar é, com certeza, um amante melhor. Se sua vida não lhe permite ter disposição, mude de vida… Como? Só sei sobre a minha, que sempre mudei quando quis… Inclusive estas palavras são baseadas apenas no meu profundo conhecimento sobre a minha própria vida. Mudar de vida é só querer, é mandar umas pessoas pra uns lugares, ir você mesmo pra outros.´Putz, pra mim sempre foi muito fácil fazer isso, mas nem sempre saí ilesa…

*Boa vontade é excelente quando nos deparamos com a limitação alheia. É legal ter sempre em mente que amar alguém não faz do alvo de seus sentimentos um ser perfeito, assim como você também não o é. Ter boa vontade com as imperfeições, não ser deselegante quando estiver de saco cheio, não descontar problemas de outros departamentos sentimentais nesse seu romance, não ser sempre um folgado(a), e quando algo lhe for pedido, ouça com carinho. Poxa, ter boa vontade é muito fácil. Na minha humilde opinião, boa vontade só pode ser superada (mas por que não, complementada?) pelo bom humor…

*Paciência é o complemento, ou a chave para a boa vontade, mas é diferente num aspecto. Ter boa vontade é ativo, paciência é passiva. Ser paciente é quase dominar o poder de ter tranqüilidade para aceitar o que não pode ser mudado. E, não vale a pena querer mudar outra pessoa. Claro, quando se trata de uma pessoa muito down, do tipo que inspira dó por se autodestruir, às vezes sentimos um instinto de proteção, e acabamos nos envolvendo pra ajudar. Já vi acontecer algumas vezes da pessoa mudar, melhorar e perder totalmente a graça… Ter paciência no amor é não querer mudar o outro. É também aceitar que não se pode estar certo sobre tudo, ninguém é dono da verdade. Paciência é ser flexível, é ceder algumas vezes, é argumentar sobre sua opinião sem tentar enfiá-la goela abaixo do seu interlocutor.

*Paixão é tudo no amor romântico. Numa boa, romance sem vermelho é que nem sede, fome e dor, tudo ao mesmo tempo. Nada mata mais o amor que olhar o ser amado e sentir que não tem vontade de beijá-lo a todo momento, abraçá-lo antes de dormir, não estar com mais ninguém no universo além dele. Quando a paixão vai embora, nem faz mais sentido amar… Amar com paixão é uma delícia, ser correspondido num amor assim, na mesma intensidade, faz a vida ter sentido, o mundo ser belo, o céu mais azul e as flores sorrirem. Ser amado com paixão é o que todo mundo quer, eu acho. Se é dando que se recebe…

Tomara que eu leia tudo isso daqui uns tempos e ache que não estava tão errada. Vai significar que deu certo essa teoria! E aí, vou escrever um complemento chamado: O amor (3) - Como não enlouquecer com a felicidade…

Trilha de hoje? Hum… My Girl - The Tempatations

O Amor…

June 7th, 2008

Dia dos namorados chegando, deu vontade de escrever sobre esse tema tão universal. O amor, o maior de todos, tem de ser o amor próprio. Parece clichê, mas quem não se ama não é capaz de amar outra pessoa, apenas atribui ao outro a função de fazer-lhe feliz. Não ame alguém que já não é feliz por si só. Essa pessoa não será capaz de te amar também. E amor é sublime. Já amei muito, dei muito do meu amor próprio, e me decepcionei tanto… Nem sei quantas vezes senti o nó na garganta causado pela desilusão. Talvez seja um carma, terminar relações fadadas ao fracasso, por que só uma parte sabia se amar… Mas tudo valeu a pena, pelo menos pela experiência.

Se você ama alguém que não se ama, sinto muito. Se você não se ama, sinto mais ainda… Quem não é feliz consigo mesmo, não é feliz com mais ninguém. E os começos sempre são felizes, as pessoas mostram o melhor de si, muitas vezes esquecem que o melhor de si é fingimento, é apenas vontade de ser tão bom, é apenas a empolgação. Quem não se mostra de verdade, não ama o próprio estilo e sempre acaba decepcionando o outro quando a máscara cai. As máscaras sempre caem, é uma simples questão de tempo. Tem até uma piadinha bem realista: “Quer conhecer quem é realmente seu namorado? Case-se com ele. Quer saber quem é realmente seu marido? Divorcie-se.” Eu já vi isso acontecer duas vezes, e foi bem podre.

É admirável, mas muito raro, encontrar pessoas que sabem amar. Essas sabem o que querem, vão atrás sem medo, esperam quando é preciso, mas não se desviam e nem perdem tempo com quem não é seu amor. Encontrar uma pessoa dessas pode ser prejudicial à saúde de quem não se ama, pois ficam fascinadas e encantadas com a personalidade linda que essas pessoas têm, acabam por apaixonar-se e, sem ter amor próprio, camuflam essa deficiência, conseguem atenção e até aproximação, mas depois são descartados quando a verdade aparece.

É muito lindo amar e ser amado, mas não é nada bonito esperar outra pessoa pra te fazer feliz. Ser feliz não é o destino, mas a jornada…

Trilha sonora de hoje: Holding on to you - Terence Trent D’arby

O jornalismo

June 1st, 2008

Sim, este ofício, talvez nem tão nobre, foi escolhido por mim numa época mais idealista da minha personalidade. E, apesar de vislumbrar várias possibilidades de exercer essa profissão, confesso que estou decepcionada com o que se espera de um jornalista hoje em dia. Não acredito mais no mito de “informar a sociedade”, pois já vi muitas vezes que o importante é a polêmica, mesmo que seja a troco de nada, mesmo que seja a troco de apenas polêmica, ou melhor, dinheiro. Claro que todos os assuntos merecem ser discutidos, mas não vejo espaço ou esse tipo de proposta na maioria das reportagens, apenas falsa imparcialidade e muita presunção. E, talvez por ainda não ter matado meu espírito idealista de vez, me sinto deslocada entre tantos colegas empolgados por trabalhar para assessorias de imprensa ou redações de futilidade pública. Eu ainda tenho esperança de escrever coisas que façam a diferença, a História imediata da sociedade em vez da última galinhagem de alguma celebridade instantânea. Não quero apenas provocar as pessoas com perguntas hostis com a intenção de fazê-las perder a compostura e dar vexame para vender a notícia. Não quero ser apresentadora ou atriz; apenas uma jornalista como imaginava que seria, com boas intenções e algumas idéias… Acredito que nunca falta trabalho pra quem é bom no que faz, mas não sei se quero ser boa jornalista quando isso significa perder a noção do que é, de fato, importante para a informação da sociedade.

Oh, mundo cruel!

May 11th, 2008

Dia das Mães! Meu segundo nessa experiência, vigésimo sexto como filha. Aí hoje foi um dia muito bacana, apesar de mi madrezita ter feito questão de ir até o cemitério visitar a campa de minha avó. Eu farei o mesmo um dia, talvez. Mas não tive vontade de ir, faz um frio do cacete em Sampa, nem era tão chegada na vó. Ela dizia de mim: “Minha neta mais bonita, mas a mais malcriada” e entre seus carinhosos apelidos estava um que me encanta até hoje: feijão perdido. Preferia contar maravilhosas estórias de uma avó doce e carinhosa, mas a minha era bem figura, brava… Mas, que os Deuses a tenham em ótimo lugar, pois foi uma mulher muito guerreira e que morreu sem nunca engolir o próprio orgulho! Dei presentes e ganhei presente… Nem esperava! Obrigada, irmãozinho! Você tem me dado tanta força, apesar de nossas diferenças, você sabe que nosso amor é incondicional e que sempre estarei contigo (agüenta!).

Hoje foi um dia feliz. Continuação do churrasco de ontem que foi na casa da minha tia, ela veio com seu caçula, que é um adolescente que vi nascer e crescer, e hoje é quase um homem. E ele me falou de uma coisa que me encucou, um vídeo de um espancamento de um rapaz emo. Aí eu fui pesquisar e achei um monte de vídeos que simulam espancamentos de emos. Fiquei pensando: por que? Que é que tem os meninos curtirem um visual mais ou menos assim ou assado? Pois dizer que os emos são os caras que fazem rock and roll mela cueca é colocar muita gente nesse barco. Cantar as agruras da juventude sempre foi a moda, sempre foi ser diferente. Se agora a juventude chora por que o pai cancelou o cartão de crédito ou por que a jovem namorada resolveu ter outras experiências é apenas um reflexo da sociedade que criamos. Não precisamos de grandes problemas quando o egocentrismo é nutrido até a obesidade.

Hoje é um dia em que a palavra engajamento me faz todo o sentido, o engajamento verdadeiro, não o burocrático, duh. Mães, boas mães, têm como ideal um mundo melhor para seus filhos e que estes sejam pessoas melhores para o mundo. Eu vivo este ideal, me preocupo muito com o mundo que meu filho vai ver, como vou explicar. Gostaria muito que ele entendesse que a maior ignorância do ser humano é a intolerância, seguida pela indiferença. Se as pessoas pensassem mais no mundo de seus filhos, nos valores que nenhum dinheiro compra, na felicidade em vez do sucesso, nas semelhanças em vez das diferenças… Oh, mundo cruel! Esse mundo onde crianças crescem longe de suas famílias inspira essa moda deprê, tem que ter muita vontade para ver a beleza atrás dessa cultura do medo de ser quem realmente se é.

A trilha de hoje é bem “emo”, apesar de ter mais de dez anos, em homenagem a minha querida árvore: Creep - Radiohead

Colorindo de som

March 28th, 2008

Sair cedo e brilhar a luz do dia carregando você nos braços, a cor do dia e o cheiro de manhã úmida, pessoas acordadas e música em nosso caminho. É sua voz que não pára de falar coisas que só nós dois entendemos, você fica e eu sigo. E começo a pensar em você, mas agora é outra preocupação, é ser gente grande por que você precisa. E a manhã fica colorida de óculos escuros e a música é mais pauleira, por que preciso estar atenta, protegida. Começo meu dia protegendo você, depois eu saio para a selva, para caçar nossa vida e volto pra você o quanto antes, sempre. Cria pequena precisa do ninho. E mais uma vez sua voz é minha música e o dia tem cores de novo. Minha jornada de volta com você nos braços é a certeza de que as coisas ainda fazem sentido no mundo.

Trilha de hoje: Faltando um Pedaço

Cada

March 18th, 2008

Cada dia é um ano novo  e cada coisa te ensina outra. Tudo flui e nada estanca, a não ser você. A vida é cheia, mesmo quando os dias parecem vazios, os minutos estão carregados de lembranças e sensações, um dia este dia será apenas uma lembrança do ontem, e eu vou rir de mim, como sempre. Amanhã eu vou estar melhor que hoje, como hoje estou melhor que ontem. O tempo me faz bem, eu acho. O meu tempo. Cada coisa que pensei e não desenvolvi são o gatilho para as novas idéias, muita vida. Muita coisa pra ver ainda, muita vida pra viver e coisa pra fazer. A cada dia sei que pessoas morrem e que, um dia desses, eu vou morrer, todos morreremos. Mas nada vai parar, então, por que eu o faria? Não tenho medo de viver por que morrer é uma certeza para todos… E vou errar muito ainda, talvez até me redima dessas arrogantes palavras e pensamentos um dia, talvez nem esteja errada pra isso. Mas cada erro me ensinou mais sobre mim do que sobre a vida. Então, acho que percebi que ninguém aprende a viver, mas vive aprendendo. Cada vida tem muita vida para não ser desperdiçada.

Dias e noites

March 14th, 2008

Sexta-feira. Final de uma semana cansativa, estressada e linda. Noite de ficar um pouco na net, ler os camaradas, pesquisar a vida alheia, escrever uma bobagem a mais. Vida que não pára, dias que terminam exaustos, mas felizes por dormirem ao som dos chutes que o Américo dá no berço. Dias que começam com um brinquedo que me acerta a cabeça, acompanhado de um sorriso careteiro e um lindo bico falando “nonono”. E beijinhos mandados ao ar, com bracinhos estendidos e um olhar de “Olha, mãe! Eu tô me equilibrando sozinho já!”. Nem ligo pros seus quase onze quilos que insistem em ficar pendurados na minha cintura. Talvez até seja por isso que ainda tenho cintura… Sexta-feira. Dia de começar o fim de semana. Amanhã, nós não precisamos sair cedo, podemos ficar brincando por horas, posso curtir você o dia todinho, te mimar e agradar muito. Te dar a mão pra você pensar que estou te ajudando a andar mas, na verdade, acho que você já sabe andar faz é tempo e fica nessa preguicinha só pra eu me sentir mais útil, mais necessária. Aposto que você já sabe até sapatear quando eu não estou olhando, talvez até voe e fale francês… Seu sono bonito, seu rostinho de anjo, seu cheiro de vida nova, sua paz são meus tesouros, minha fortuna. Sexta-feira, e você parece advinhar que amanhã não precisamos acordar cedo, parece advinhar que é dia de balada. E fica fazendo festa no berço, brigando com o sono, pedindo para ficar mais um poucão acordado, brincando. E quem resiste? Mais uma horinha contigo… Você faz qualquer sexta-feira em casa ser uma festa!

Redatora de Política

February 29th, 2008

Depois de mais uma tentativa frustrada de ensinar francês para meus displicentes colegas, fui xeretar uma panelinha que, milagrosamente, fica até o fim do horário às sextas… E eles estavam planejando um site de notícias. E faltava alguém que gostasse de política. Aí eu meti o bedelho. E vou escrever pra eles. Fiquei muito feliz de fuçar nessa panela. Ao menos eles realmente estão fazendo jornalismo. Eu gostei. Espero que dê certo e que gostem dos meus textos também. Quem sabe até, daqui um tempinho, eu consiga uma coluna de opinião… Já pensou? Ter aval para escrever no espaço dos outros o que bem entender… Ok, ainda é um projeto sem fins lucrativos. Mas se você, caro leitor podre de rico, estiver interessado em patrocinar, nós agradecemos. Assim que estiver no ar, eu linko por aqui.