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Ele lia Drummond? Não, ele não lia Drummond, ela Lia Drumond… E você? Lia Drumond?
FELIZ DIA DAS BRUXAS!
Ops, quase esqueço uma música pra hoje: Violet - Hole
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Ele lia Drummond? Não, ele não lia Drummond, ela Lia Drumond… E você? Lia Drumond?
FELIZ DIA DAS BRUXAS!
Ops, quase esqueço uma música pra hoje: Violet - Hole
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Deseja que pela eternidade
Haja um sentimento de saudade
A cada momento de distância
Todos os dias, minha metade
Apesar de toda inconstância
Deseja que seja tudo verdade
Passa o dia todo pensando
Em risos e vontade crescendo
Odeia o tempo que passando
Faz o desejo aumentar doendo
Meu? menino-moço-rapaz
A cada dia se mostra tão capaz
De ser meu lado de realidade
Nem imagina a zona que faz
Que ao meu lado é só felicidade
Todo amor que seu abraço me traz
Música “tomodorogoto” (é pra falar com voz de japa irritado - é, eu sou bem idiota também… ) Disenchanted Lullaby - Foo Fighters
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Vá se foder, professor!
A cultura está fodida mesmo
Cada palavra acrescenta vazio
Todo dia a mesma coisa
Tanta coisa sem sentido
Sem vontade, desistência
Cultura virou ofensa
Nada importa pra quem é pouco
Quem sabe é estranho
Quem ignora é feliz
Qual a droga pro nada?
Pra entorpecer a chegada
A partida, a estrada
Irrita todo dia sentir
Que quem sente não existe
É ficção, história, já era
Ainda estou aqui, atemporal
Por que resolvi nascer agora?
Do que vejo pelo mundo afora
Nada me interessa muito…
Escrevi essa dia 11/06/08, achei em um dos milhares de cadernos… Lembro que ficava super aborrecida na aula de Cultura Brasileira Contemporânea, o mais atual que o professor conseguia chegar era a ditadura militar, ele é um super professor bem velhinho que viveu épocas menos hediondas… Mas eu agradecia muito por isso pois, se ele entrasse no contemporâneo de fato, talvez acontecesse uma onda de suicídios pela sala… Ou não, o que talvez fosse pior ainda.
Música da cultura brasileira contemporânea (eu não recomendo mais que 15 segundos, sob risco de ter lesões cerebrais permanentes que causam retardamento mental): Dança do Créu - Furacão Tsunami *** Imagino as futuras gerações discutindo esse primor de música… e o pior, meu filho achar que por eu ser contemporânea dessa…coisa, eu goste dela.
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Ah, eu também resolvi dar uma queixadinha por que sou uma mulher latino-americana que também sabe se lamentar… Duas coisas que me irritam ultimamente: o jornalismo sensacionalista e as “dinâmicas” de grupo. O primeiro me deprime, a liberdade de imprensa está indo longe demais, deixou de ser liberdade para ser libertinagem. Informar a sociedade significa dar notícias que sejam relevantes para a maioria, que sejam realmente de interesse social, no meu ponto de vista que parece o de uma autista cega… O caso Isabela Nardoni e mais recentemente o caso Eloá são evidências claras de como desviar a atenção pública para a tragédia particular, fazendo-os nem prestar atenção em notícias sobre política e economia, você viu mais alguma notícia sobre a guerra das polícias em São Paulo? Claro que não… É muito mais fácil dominar e subjugar uma sociedade massificada e estúpida. O dinheiro que pagou os carros, bombas, armas e fardas que usaram no “protesto” saiu do nosso bolso, mas era mais importante saber do drama doméstico de uma menina que poderia ter saído viva se a imprensa não tivesse se metido… Quando eu pensava que o jornalismo que cobre a vida de celebridades instantâneas fosse o fundo do poço, ele consegue se superar e fazer pior. Numa boa, valeria censura de horário pra violência no telejornal, não sei se meu filho ficou traumatizado ao ver uma menina que tentou salvar uma amiga aparecer com um tiro na cara, ao vivo, numa tarde de primavera…
As malditas dinâmicas. Sou do tipo que puxa papo, uma mala. E quando participo de alguma entrevista de emprego, acabo ficando amiguinha dos concorrentes, afinal estamos todos ali no mesmo barco furado. Estamos ali para mentir, basicamente. Não entendo a utilidade de se contratar uma empresa de RH externa. Se o cara, o chefe, precisa de funcionários, ele sabe que tipo precisa. Ok, o próximo passo seria listar quais requisitos os candidatos devem preencher para concorrer à vaga. Uma secretária é capaz de separar os currículos que correspondem aos requisitos. No final, grande parte da entrevista vai por água abaixo, pois o chefe vai entrevistar os que mais se aproximaram das exigências que podem ser comprovadas (currículo) e vai escolher aquele que ele gostar mais. Isso mesmo: gostar. O sujeito pode ser o mais qualificado que existe, se o contratante não gostar da cara dele, já era. Por que, então, torturar o candidato com tantas etapas? E obrigá-lo a mentir, pois ninguém vai falar a real quando a pergunta é “Quais são seus defeitos?” e a resposta certa vale um salário de quatro dígitos… Quem teria coragem de admitir nessa situação que seu pior defeito é ser muuuuuito preguiçoso? Ou ser rabugento? Ninguém responderia “Quais são suas melhores qualidades?” algo do tipo “Sou gostosa e isso vai facilitar muito as coisas na sua empresa”? Ou quase ninguém, acho… Os defeitos e qualidades reais ficam implícitas ou ocultas, não interessam na sua vida profissional, não nesse mundo máquina, onde tudo é produto, desde tragédia familiar até mão de obra…
Toca Raul! Eu também vou reclamar - Raul Seixas
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Espero que ele não fique super bravinho, adora fazer um tipo reservado e ranzinza o meu irmão. Putz, meu único irmão, meu melhor amigo. Por ele é que vou fazer um(a) irmãozinho(a) pro meu pequeno. Por ele é que sou o que sou hoje e sem ele minha história não teria significado nada. Parece exagero? Tenho uma teoria… Ok. Não quero falar a teoria do que penso sobre ter irmãos ou ser filho único nesse post. Quero falar dele, do Pequia. Claro, esse não é seu nome. Na verdade, era pra ser Wellington, mas diz a lenda que o “cara do cartório” nao sabia escrever isso, então nosso progenitor sacou a cédula de identidade e disse: ” - Então copia esse nome aí, seu analfabeto!”. Não duvido muito da lenda porque nosso pai não era bem um exemplo de elegância e paciência. E aí ficou o mesmo nome do meu pai, um nome que parece um espirro. Eu não sabia falar seu nome quando nasceu. E quando tentava pegá-lo do berço pra brincar, como se ele fosse um boneco, mi madre sempre dizia que eu não podia, que ele era pequeno. Eu também não sabia falar pequeno, repetia: ” - Ele é pequia, mamái?”. Foi seu primeiro apelido e durou a infância toda - PEQUIA! Ele não se incomodou com o apelido nos primeiros 12 anos de sua vida e sei que sempre, no fundo de sua mente, seu apelido secreto é Pequia; será esse nome que ele vai usar se um dia precisar esconder sua identidade enquanto brinca de super herói, e fui eu que batizei.
Meu irmão, na verdade, não é o tipo que brinca de herói valentão, mas de “Rei da Razão”. Ele sempre foi muito mais pacífico, mais “bonzinho” que eu. Deixávamos la madre louca! Claro, a culpa quase sempre era minha, que o levava junto. Muito ciúme, ele nasceu e eu ainda mamava no peito, só um ano e dois meses de diferença. Já fiquei ressentida aí. Então, quando ele tinha só três meses de vida, um procedimento mal feito no hospital resultou em infecção, pneumonia e o escambau. Ele, que chegou ao hospital aos três meses e pesando seis quilos, saiu aos seis meses pesando três, depois de extrema-unção e até atestado de óbito. Imagina que mi madre ficou muito mals, não saía de perto dele no hospital. E eu, que tinha uma saúde de ferro, ficava meio em segundo plano. Durante toda a infância ele teve a saúde mais frágil, mas isso não me impediu de judiar bastante, como uma boa irmã mais velha e ciumenta. A gente brigava por tudo e qualquer coisa. Se hoje eu sei brigar pelo que quero, aprendi com ele.
Tinha um terceiro irmão, que não era filho da nossa mãe, mas da irmã dela. Nosso primo Guto, que é apenas vinte um dias mais velho que eu, mas sobre ele vou escrever em outro post. Ele morou conosco durante os anos dourados da infância, era nosso parceiro de fugas e campeonatos de arroto. Meu irmão sempre tentava imitá-lo, mas aos oito anos ele foi morar com a mãe e aí éramos só nós, de novo. Brigas e brigas, altas cicatrizes nele, o menino parecia podre mesmo. Uma vez, depois de ter levado uma super mordida canibal no ombro, ele me deu um soco no nariz daqueles que tiram sangue, tinha catorze anos e já estava mais alto. Nunca mais eu poderia ser mais forte então paramos de brigar e começamos a discutir. Ele, na busca da propria personalidade, foi se distanciando, e eu também. Dois adolescentes que queriam ser diferentes, ter outros referenciais. Eu fui a rebelde, ele foi o ajuizado. Seu temperamento me fazia defendê-lo dos valentões na infância, da adolescência até hoje é ele quem me defende. E ele é grande, viu?
Sempre foi um político nato, o tipo que conhece até os cachorros de rua pelo nome. Dirige melhor que eu, me salva quando eu mato o computador, entende mais dos mecanismos ocultos da economia nacional, é mais cabeçudo, mas sempre perde pra TV quando está passando qualquer jogo de futebol, não importa se for campeonato da série J do Ziniguistão, ele assiste. Comia até pedra quando era pequeno, hoje tem várias frescuras pra comer. Urbano no nível máximo, o melhor que ele já pescou foi a própria orelha aos sete anos (e eu que tirei o anzol, hahaha). Caramba, meu irmão é um oposto, mas é totalmente complementar. Sem ele eu seria muito pior, com certeza… E ontem sua obra-prima completou 5 anos de vida, meu único sobrinho, o Thomas. Parabéns, Buliga! Eu queria ter tido um pai tão legal quanto o seu!
Uma música que ele ama: Nothing else matters - Metallica
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Ai, dá vontade de soltar uns veneninhos, de vez em quando. Cutucar a onça com vara curta, soltar verdades que “ofendem”, mas tento me manter superior. A verdade não me ofende, mas nem todos são tão bacanudos. Eu deixo aqui o que me dá na telha, tem gente que me lê horrorizada por que pensa que me conhece, não conhece não. Tem gente que me acha arrogante e agressiva, eu também acho que sou isso mesmo quando escrevo, quando falo a verdade, quando não me contenho. A verdade pode ser agressiva. Não uso de muito eufemismo, por isso sou considerada cruel. Cruel? Eeeeuuuuu???? Cruel é ter que ser “boazinha” (ou fingir ser débil mental) só por que as pessoas não te entendem, não acompanham ou não são capazes de tolerar a verdade.
Gandhi, “O” cara da verdade e da não-violência, um cara que é difícil de acreditar que existiu há menos de cem anos e já está quase esquecido na Índia, pela qual lutou e morreu, pregava que “Amor e verdade são duas faces de Deus. A verdade é o fim, o amor, o caminho.” Claro, ele pregava o amor universal, é difícil amar tanto, mas acredito que quem ama é verdadeiro custe o que custar. A verdade é tão mais fácil… Acredito que evita muitos problemas, conflitos e dramas. O drama mesmo é quando uma pessoa não consegue lidar com a verdade, quando não se sente capaz de mudá-la ou encará-la sob outro aspecto, quando não aceita. É bem comum encontrar quem se sente injustiçado pela verdade. Exemplo simples: o fulano está ficando careca, então tem duas maneiras de encarar essa verdade que não pode mudar. Pode se revoltar com a própria genética e disfarçar a todo custo, vivendo e sendo uma ilusão do que não é realmente, ou pode escolher um chapéu legal para os dias de muito Sol e viver feliz por nunca mais se preocupar se está despenteado. (homens se preocupam com isso?) Sei lá, a verdade sempre me parece mais confortável, por mais desconfortável que ela seja na hora em que é dita ou ouvida…
Quanto aos milhares de teorias sobre o que é a maldita verdade, não quero saber. Cada um tem sua verdade, por isso não me incomodo com as verdades. A sua pode não ser a minha e vice-versa, mas não vou morrer nem matar por isso. Apenas estou dizendo que a verdade é antisocial, as pessoas não suportam a verdade. A situação do careca é só um exemplo idiota de verdade que não tem meio termo, uma pessoa não é meio careca, se a testa dela tem mais de seis dedos, ela está careca e ponto. Você pode ser gentil e dizer que são apenas “entradas”. Você pode ser Lia sem noção e dizer que que é um tobogã de piolho. No primeiro caso, você terá sempre que se vigiar quando o assunto for sobre franjas ou topetes… (Sinto que hoje minha metáforas foram inspiradas pelo “noffo prefidente Lula”)
Ah, não é por que prego a verdade que vou publicar todos os xingamentos que me mandam nos comentários. Verdade seja dita: eu sou a dona do espaço e publico só o que me interessa. Acho o máximo quem insiste, dou boas risadas… É verdade, eu posso sempre fazer pior.
Conselho inútil: conheça Gandhi
Música pro caminho: I love you - The Pipettes
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Gente, eu já falei sobre o amor mais importante. Talvez seja duro pra alguns, mas é verdade: somos seres singulares que sociabilizamos em maior ou menor grau, mas não vivemos realmente junto com outra pessoa depois dos nove meses da gestação. Temos de aprender a nos bastar e amar para sermos felizes, bem resolvidos e blá blá blá… Isso parece tão básico pra mim que meu sonho de velhice é uma casa antiga, tomada pela vegetação, cheia de gatos e sossego, solidão. Claro que vou querer assustar meus netos de vez em quando, mas não quero continuar tão estressada pelos outros todos os dias até o fim da vida. Quero um tempo, lá no final, pra pensar em todas as coisas incríveis que já fiz e vou fazer, pra lembrar e tentar negociar com a entidade responsável por um fim tranquilo.
As pessoas incomodam, em geral. Não todas e nem sempre, claro. Mas pode perceber como quase todas as situações que queremos que acabe logo envolve outra pessoa. Gente carente é triste. Geralmente são tipos que impressionam num primeiro momento, logo você começa a desconfiar de tanta lorota e depois não agüenta mais conhecer a figura. Por algum motivo, falta de atenção na infância, déficit de criatividade ou puro desespero de se encontrar sozinho consigo mesmo, os carentes perturbam o sossego das pessoas legais. Realmente deve ser chato pra caramba estar com alguém que quer ser amado custe o que custar, por isso os carentes não conseguem ficar na deles, nem eles se toleram. Ok, eu sou considerada antisocial por quem não me conhece direito e por quem eu não gosto. Quando eu sou boazinha… bom, eu nunca sou boazinha.
Gente carente geralmente inventa muita coisa pra ser aceito, conta histórias extremas de muita tragédia ou muito sucesso (ou os dois), são “bondosos” e prestativos para estarem perto, adoram mostrar que estão ali fazendo alguma coisa que julgam ser certa e querem que todos vejam e aprovem, buscam na personalidade mais independente um escravo, uma autoafirmação, um troféu. Pessoas independentes não se incomodam tanto com as carentes, apenas vivem o mais distante possível delas. Quando é impossível escapar, usar de paciência e educação até quando for possível. Tenho pena das pessoas bem resolvidas que por excesso de idealismo, paixão ou compaixão não conseguem se livrar da teia grudenta desses carentes…
Sempre penso que esses complexos têm origem materna, claro, a culpa sempre é da mãe. Com meu filhote eu sou a pessoa mais doce e atenciosa do mundo, e mesmo assim não posso garantir que ele seja seguro e saiba se bastar e amar quando for preciso. Acho que o importante é dar o exemplo, nada pior que um bom conselho acompanhado de um mau exemplo…
Som pra lembrar do meu filhote, que acho minha cara quando vejo as fotos de quando eu era pequena (diz aí se não é), meu pequeno príncipe adorava quando eu escutava essa durante sua gravidez: Rebel Rebel - David Bowie
P.S. Hoje é dia dos professores. Feliz dia para os bravos e corajosos heróis que compartilham seu conhecimento, tarefa tão bonita, por tão pouco reconhecimento nessa terra burra de meus Deuses…
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Fisicamente, quero dizer. Não entendo mulheres que apanham e continuam apanhando, não largam quem bate, não denunciam, não reagem… Não sei se sinto pena ou raiva. Não acho que mulher alguma seja digna de pena. Talvez algumas… Parece doença, sei lá. Não acredito que o amor por alguém possa se maior que o amor próprio, dignidade. Nelson Rodrigues dizia que mulher gosta, acho que provocamos e testamos a força masculina, mas a coisa tem limites sadios. Uns tapas na bunda numa hora de… é, foda, é uma coisa, outra coisa é a mulher parar no hospital com suspeita de traumatismo craniano e fratura na costela. Não sei se eu deixaria vivo um homem que me fizesse uma coisa dessas… Testar a força do homem deve ser uma maneira, talvez inconsciente, de ver o quanto ele pode proteger a mulher e uma possível família. Mulheres, geralmente, não são “fáceis”. São bocudas, provocadoras, manipuladoras, chantagistas emocionais, dramáticas, espertas, exageradas, teimosas, desconfiadas, inconstantes. Mas nada justifica usar violência para se afirmar ou se sobrepor. É uma puta covardia, aliás.
Claro que homens são mais fortes, pelo menos fisicamente, pelo menos enquanto não tivermos superpoderes. Tenho o maior nojo desses caras… E medo, também. Não só por mim, mas pelo futuro. Um cara que bate numa mulher está errado, uma mulher que apanha é uma vítima, se ela se sujeita é problema dela. Mas, e os filhos? Algumas mulheres dizem que agüentam pelos filhos, eu não acredito muito. O exemplo de violência no desenvolvimento dos filhos talvez seja muito pior que uma separação, uma ausência. O filho pode crescer e achar que tudo bem bater em mulher, e a filha pode crescer e achar que tudo bem apanhar. Até que aconteça uma tragédia, tudo bem. Isso é um ciclo triste, de falta de auto-estima e tristeza. Histórias tristes e cheias de traumas que já ouvi e vi me fazem duvidar da nossa evolução, claro que todos temos momentos de raiva e explodimos ocasionalmente, mas a violência doméstica, que acontece em maior ou menor escala em todos os lugares, me faz achar que falhamos em conviver, compartilhar a vida. Um dia, não lembro quem, mas alguém que me disse que animais brigam por que não sabem conversar…
Musica pra elas: Respect - Aretha Franklin
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Eu estou tentando trabalhar meus textos, como já me disseram algumas vezes: Escrever é a arte de reescrever. Eu tento, juro. Mas sofro de ejaculação precoce das idéias, não sei guardar segredo nem fazer suspense. Sempre que tento, canso da estória. É um exercício de superação, pratico regularmente nos últimos tempos. Releio meus rascunhos, já tem quase vinte aqui, tento acrescentar conteúdo, mas muitas vezes acho que estou enchendo lingüiça. Queria saber fazer mistério de verdade, mas fico presa no meu preconceito de não terminar de ler ou assistir alguma coisa cujo final seja previsível. Não quero enrolar coisas previsíveis. Melhor: quero ter uma idéia imprevisível.
Uma idéia, qualquer idéia, pode se tornar imprevisível, por isso que estou me dedicando ao ato de reescrever. Algumas coisas ficam legais, penso sempre no maior absurdo possível, tento aplicar a técnica do “e se…”, busco inspiração em volta ou na memória, inspiração. Piração… Estou gostando da posição. Não quero só escrever bobagens tipo essa que você está lendo. Quero me dedicar ao romance de fantasia, gênero que mais gosto de ler. Quero criar um Universo paralelo incrível, personagens incríveis, uma aventura incrível. Estou trabalhando pra isso, por enquanto só elaborando mais alguns contos, mas a imaginação não pára, fica criando esse mundo maluco e alimentando referências. Inspiração não falta, não. Vida inspira e estou cercada, tomada por ela.
E quem usa muito a cabeça pode comer quanto doce quiser que não engorda… (segundo o Death Note)
Música pra criar: Generator - Foo Fighters
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“O tempo é muito lento para os que esperam.
muito rápido para os que têm medo,
muito longo para os que lamentam,
muito curto para os que festejam.
Mas, para os que amam, o tempo é eternidade.”
(William Shakespeare)