Posted under Brisas
É minha propriedade, falar sobre o que sei, o que vejo, o que penso. Mais egocêntrico, impossível. Mais justo também é impossível. Sabe, aquela piada infame: “Copiar algo de uma pessoa é plágio, de várias é tese”. Nunca me senti confortável com trabalhos em que tinha de analisar os pensamentos de pessoas de outras épocas, outros lugares. Pessoas não são tão iguais, o ambiente é fundamental para uma análise justa. E aí que a coisa pega, analisar uma obra fora de seu ambiente, de sua atmosfera geral, é leviano e digo mais: vulgar. Claro, o dom da criação é divino e nem todos acreditam possuí-lo, mas é mais interessante ter propriedade pra criticar se não há coragem pra criar.
Tampouco acho que esse pensamento seja novo, mas tenho propriedade pra falar do que vejo, do que aprendo nesse meu tempo, sobre as pessoas que acredito conhecer. Fico fula quando uma pessoa velha fala mal da juventude de hoje, pois acredito que suas análises não possuem propriedade, apenas a experiência da distante juventude que viveram, outro tempo. Acho que arte também não poderia ser criticada sem haver antes uma mente realmente aberta para o conceito de que expressão é tudo e tudo pode ser expresso, mesmo que o conceito não agrade e, algumas vezes, a intenção é essa.
O jornalismo… Putz, não consigo me livrar do idealismo egocêntrico, que me dá síndrome de Lara Croft e me faz querer revirar tumbas da podreira que sei que rola em tanto lugar, aqui perto, ali na esquina, “gente fina” - meu advogado jura… Não consigo parar de pensar em propriedade ao escrever, poderia fazer uma lista enorme e tão presunçosa quanto eu de tudo que acredito ter propriedade pra escrever a respeito. Ou não… A inconstância é mãe da minha imaginação e da insegurança em meus próprios talentos. Mas, tudo bem… Se eu não conseguir dominar o mundo com uma revolução hedonista, posso fazer uma tese sobre isso.
Música oferecida com demência: Come out and play - The Offspring
E uma linda imagem do meu fim de semana, meus dois amores mais lindos:
Bárbara on 16 Set 2008 at 5:02 pm #
Lia, obrigada por me dar o privilégio da sua visita !
Vc ja esta nos meu favoritos a tempos !
Obrigada
Andrea Mentor on 16 Set 2008 at 5:57 pm #
EXCELENTE! Me fez pensar… Mesmo! Beijo
thahy on 16 Set 2008 at 10:32 pm #
tb penso assim…
por isso o meu desinteresse por uma carreira academica…
ficar so reproduzindo uma forma que outro pensou… nao me agrada nem um pouco… prefiro ser ‘lara croft’ tb e me arriscar na pratica, ganhar experiencia… pra poder dar uma opiniao…
e… querida… mais uma vez nosso encontro vai ser adiado :/ eh mundim complicado, esse.
Maria Amália on 17 Set 2008 at 11:57 am #
Olá Lia, tudo bem?
Obrigada pela sua visita lá no “Na Contramão”! Demorei um pouquinho pra aparecer por aqui, porque antes dei uma passeada por todos os seus blogs.
Espero que você continue sempre inspirada!
Um grande abraço,
Gustavo on 17 Set 2008 at 11:03 pm #
Cara, já estou em uma fase muito “cabeça”, pensando pra caralho… aí entro no seu blog - como faço pelo menos três vezes ao dia - e vc consegue me fazer pensar ainda mais!!!
Parabéns por esse “poder”!!!
Ah, Valeu mais uma vez pela sua visita.
Envie o seu email pra mim… gustavo.costa@br.rsagroup.com.
marilia on 18 Set 2008 at 8:49 am #
Lia, bom dia!
Fale o que quiser, que eu te apoio…
como diz aquele filosofo, sociologo e figura notavel , aquele frances…rsss:
- “posso não concordar com o que vc fala e pensa, mas defenderei até a morte seu direito de falar e de pensar o que quiser” - grifos meus…
Diga sempre e alto, COM PROPRIEDADE!
beijos, marilia