Posted under É com a Lia
Dias em que não quero olhar pra fora, dias em que preferia poder curtir um silêncio, uma distância, um isolamento de verdade. Tem dias em que não sei o que dizer, que só queria ouvir uma boa estória, alguma mentira, ser entretida, pra variar… E aí eu ataco um chocolate, parece que sinto uma carência de mim, da minha energia, vontade de não ser a Lia pra encontrar com ela, e dar muita risada, ouvir teorias da sua imaginação louca e cômica. Rir, talvez chorar. Rir até chorar, ou chorar até me sentir ridícula e começar a rir. Eu me quero tanto quando me sinto assim. Que sem graça ser peça única no mundo… (ok, caríssimo leitor, todos somos). Seria legal me ver, me encontrar, falar comigo e me escutar. Como é impossível, fico a contemplar a impressão que causei, as marcas que deixei e as bostas que escrevi. Hoje, especialmente, chego a conclusão que padeço de um antigo mistério da humanidade: intolerância. Quando ninguém é como eu, nesses dias de contemplação compulsiva, sinto aversão. Medo também. Por que as pessoas não podem ser eu? Que saco… Só eu seria capaz de me fazer rir hoje, só eu conseguiria dar o que quero e preciso. Por que não sei explicar, só sentir e contemplar essa sensação que lembra um desgaste misturado com agonia… Que merda.
Música chata de hoje: Black - Pearl Jam