Talvez isso tenha começado na infância, talvez pela falta da figura paterna e ter tido como exemplo de conduta apenas uma grande fêmea alfa, mi madre. Mas acho que ela também não escolheu esse estilo de ser, apenas o assumiu como única maneira de sobreviver e criar seus filhos. Depois de ouvir alguns amigos me definirem assim, perdi o sossego… Fato é que adoraria não ser dominante, adoraria deixar alguém cuidar de mim, decidir o que é melhor, escolher o restaurante, mas não sei fazer isso, acho que nunca aprendi a ser frágil. Sensibilidade não é fragilidade, pelos Deuses… Talvez por ser alfa eu afaste os homens fortes e atraia apenas os fracos. E aí tudo vira uma bosta, porque eu não queria ser alfa 100% do tempo, cansa demais levar o mundo nas costas, cansa mais ainda suportar a fragilidade alheia o tempo todo. Eu adoraria não ser alfa, ser daquelas fêmeas que suportam e fazem de tudo em nome do “casamento”, que se dedicam ao outro e são tão altruístas que só se realizam na felicidade da família. Mas ser fêmea alfa é liderar, é estar só a maior parte do tempo, é ser temida, invejada e admirada de longe. É se bastar demais, e isso é tão solitário… Eu queria muito precisar de alguém, mas não consigo mais. Virei leoa, de verdade…
Som pra domingueira: Diggin the grave - Faith no more
Junho 29th, 2008 at 9:10 pm
Perfeito!!!
Combinamos até nisso, hein?
Julho 1st, 2008 at 12:31 pm
Ai menina, tem certeza de que vc não quer rever esse seu posicionamento? Vai por mim, é um péssimo negócio!
bjsbjs
Julho 1st, 2008 at 1:30 pm
Uai!
Ser a “alpha” é o seu charme!
Não muda não!