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Há exatamente dois anos eu estava vivendo o dia seguinte a maior descoberta da minha vida: grávida. E eu fiquei tão feliz, mas tão feliz… Claro, fiquei muito insegura e ansiosa também. Mas, acima de tudo, me senti poderosa. Gerava uma nova vida. Nunca tinha ficado grávida antes, nenhum sustinho… Tinha até uma suspeita de que teria de fazer algum tratamento quando resolvesse ser mãe, mas quando tem quer ser, não adianta. E ele veio, eu não tive nem um segundo de dúvida que viria, que o queria… O neném mais lindo da maternidade. O dia seguinte da descoberta da gravidez foi um dia de pensar em nomes. Foi onde, por uma intuição presunçosa e errada, eu perdi uma aposta para o pai do meu filho. Eu apostava que seria menina e ele, que seria menino. Foi quando eu sugeri: se for menino, você pode escolher o nome! E eu adoro o nome dele, apesar de ter resistido no começo. Se um dia eu lhe der uma irmãzinha, seus nomes vão até combinar: Américo e Amora.
Hoje ele foi passar o fim de semana com o pai, e eu fico perdida em casa. Tudo é tão silencioso, sinistro sem ele. Ele é um neném tão gostoso que ganhou até presente de dia dos namorados de uma tia que é super coruja e o adora. Um carro, daqueles que pode entrar dentro e pedalar. Poxa, que tia legal! E ele fala pra ela: “Tia!” E ela se derrete! Guaci, eu sei que você me lê! Obrigada, amore! Você tem sido uma grande amiga!
Há dois anos eu já imaginava que tudo poderia estar assim, que ele me mudaria muito, mudaria minha vida. Claro que nunca poderia imaginar o quanto ele me ofereceria em troca, o quanto ele me ensinaria sobre felicidade, amor, paciência, vida. Nem em sonho eu imaginava ser capaz de fazer um ser tão melhor que eu, tão perfeito e iluminado. Claro, talvez coruja, talvez leoa, mas sem dúvida mãe. Há dois anos eu tinha decidido que seria isso, que queria mais esse título, fardo e honra! Há dois anos me tornei mulher, deixei de ser apenas menina. Valeu a pena, vale cada sacrifício!
Trilha de hoje: O Rato - Palavra Cantada