O Amor… (2)

Brisas, Conselhos Inúteis Add comments

Agora vou falar do amor romântico, por que amor próprio é básico, e não é tão interessante quanto o amor que inspira poemas, loucuras e lindas histórias com finais felizes. Esse amor também vale muito a pena e ajuda a manter a forma. É um amor que requer: disposição física*, boa vontade*, paciência*, paixão*. Não sei explicar em que ordem, mas vou explicar porque só precisa isso…

*Disposição física é fundamental pro amor. É muito horrível amar e/ou ser alguém que não se cuida, que vive cansado, caindo pelas tabelas, dormindo em qualquer tempo livre, que só dá rapidinhas… Uma pessoa que tem disposição física pra amar é, com certeza, um amante melhor. Se sua vida não lhe permite ter disposição, mude de vida… Como? Só sei sobre a minha, que sempre mudei quando quis… Inclusive estas palavras são baseadas apenas no meu profundo conhecimento sobre a minha própria vida. Mudar de vida é só querer, é mandar umas pessoas pra uns lugares, ir você mesmo pra outros.´Putz, pra mim sempre foi muito fácil fazer isso, mas nem sempre saí ilesa…

*Boa vontade é excelente quando nos deparamos com a limitação alheia. É legal ter sempre em mente que amar alguém não faz do alvo de seus sentimentos um ser perfeito, assim como você também não o é. Ter boa vontade com as imperfeições, não ser deselegante quando estiver de saco cheio, não descontar problemas de outros departamentos sentimentais nesse seu romance, não ser sempre um folgado(a), e quando algo lhe for pedido, ouça com carinho. Poxa, ter boa vontade é muito fácil. Na minha humilde opinião, boa vontade só pode ser superada (mas por que não, complementada?) pelo bom humor…

*Paciência é o complemento, ou a chave para a boa vontade, mas é diferente num aspecto. Ter boa vontade é ativo, paciência é passiva. Ser paciente é quase dominar o poder de ter tranqüilidade para aceitar o que não pode ser mudado. E, não vale a pena querer mudar outra pessoa. Claro, quando se trata de uma pessoa muito down, do tipo que inspira dó por se autodestruir, às vezes sentimos um instinto de proteção, e acabamos nos envolvendo pra ajudar. Já vi acontecer algumas vezes da pessoa mudar, melhorar e perder totalmente a graça… Ter paciência no amor é não querer mudar o outro. É também aceitar que não se pode estar certo sobre tudo, ninguém é dono da verdade. Paciência é ser flexível, é ceder algumas vezes, é argumentar sobre sua opinião sem tentar enfiá-la goela abaixo do seu interlocutor.

*Paixão é tudo no amor romântico. Numa boa, romance sem vermelho é que nem sede, fome e dor, tudo ao mesmo tempo. Nada mata mais o amor que olhar o ser amado e sentir que não tem vontade de beijá-lo a todo momento, abraçá-lo antes de dormir, não estar com mais ninguém no universo além dele. Quando a paixão vai embora, nem faz mais sentido amar… Amar com paixão é uma delícia, ser correspondido num amor assim, na mesma intensidade, faz a vida ter sentido, o mundo ser belo, o céu mais azul e as flores sorrirem. Ser amado com paixão é o que todo mundo quer, eu acho. Se é dando que se recebe…

Tomara que eu leia tudo isso daqui uns tempos e ache que não estava tão errada. Vai significar que deu certo essa teoria! E aí, vou escrever um complemento chamado: O amor (3) - Como não enlouquecer com a felicidade…

Trilha de hoje? Hum… My Girl - The Tempatations

2 Responses to “O Amor… (2)”

  1. Adelino Says:

    Lia, achei formidável a sua crônica sobre o amor. Discordo de poucas coisas, mas tudo bem, o espaço é exíguo para um bom debate. Então resumimos.
    Você diz:
    “(…)Se sua vida não lhe permite ter disposição, mude de vida… Como? Só sei sobre a minha, que sempre mudei quando quis… Inclusive estas palavras são baseadas apenas no meu profundo conhecimento sobre a minha própria vida. Mudar de vida é só querer, é mandar umas pessoas pra uns lugares, ir você mesmo pra outros.´Putz, pra mim sempre foi muito fácil fazer isso, mas nem sempre saí ilesa…”

    Lia, mudar a vida não é tão simples como apenas mandar certas pessoas irem para certos lugares e você ir para outro. Neste contexto existem muitos outros componentes, inclusive, e principalmente, os financeiros; a sua sobrevivência física e até sentimental. Você verá que o amor físico é importantíssimo sim, é complemento de outros, sem prevalência de qualquer um deles, preferivelmente. Se assim não fosse, onde estaria o verdadeiro amor tomado como um conjunto de sensações físicas, emocionais e sentimentais? Você própria diz que nem sempre saiu ilesa quando mudou a sua vida. É claro, você é muito jovem, e talvez compreenderá isso no futuro, com mais vivência, mais experiência.

    Sobre a frase que encerra a parte 2 do seu texto
    “Tomara que eu leia tudo isso daqui uns tempos e ache que não estava tão errada”
    acho que poderia ficar assim:

    “(…)Tomara que eu leia tudo isso daqui uns tempos e ache que não estava tão CERTA como pensava…(…)”

    Com profundo respeito e admiração, seu polêmico leitor.

  2. tina oiticica harris Says:

    Lia:

    Você é uma tremenda tecedora de idéias.
    Esta é uma passadinha infame, sem comentário ao sescritos, para que você me passe seu número novo e possamos nos falar. Este dia dos namorados é um arraso este ano.

    Beijos

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