Phoenix Criminal Lawyer


Oh, mundo cruel!

Dia das Mães! Meu segundo nessa experiência, vigésimo sexto como filha. Aí hoje foi um dia muito bacana, apesar de mi madrezita ter feito questão de ir até o cemitério visitar a campa de minha avó. Eu farei o mesmo um dia, talvez. Mas não tive vontade de ir, faz um frio do cacete em Sampa, nem era tão chegada na vó. Ela dizia de mim: “Minha neta mais bonita, mas a mais malcriada” e entre seus carinhosos apelidos estava um que me encanta até hoje: feijão perdido. Preferia contar maravilhosas estórias de uma avó doce e carinhosa, mas a minha era bem figura, brava… Mas, que os Deuses a tenham em ótimo lugar, pois foi uma mulher muito guerreira e que morreu sem nunca engolir o próprio orgulho! Dei presentes e ganhei presente… Nem esperava! Obrigada, irmãozinho! Você tem me dado tanta força, apesar de nossas diferenças, você sabe que nosso amor é incondicional e que sempre estarei contigo (agüenta!).

Hoje foi um dia feliz. Continuação do churrasco de ontem que foi na casa da minha tia, ela veio com seu caçula, que é um adolescente que vi nascer e crescer, e hoje é quase um homem. E ele me falou de uma coisa que me encucou, um vídeo de um espancamento de um rapaz emo. Aí eu fui pesquisar e achei um monte de vídeos que simulam espancamentos de emos. Fiquei pensando: por que? Que é que tem os meninos curtirem um visual mais ou menos assim ou assado? Pois dizer que os emos são os caras que fazem rock and roll mela cueca é colocar muita gente nesse barco. Cantar as agruras da juventude sempre foi a moda, sempre foi ser diferente. Se agora a juventude chora por que o pai cancelou o cartão de crédito ou por que a jovem namorada resolveu ter outras experiências é apenas um reflexo da sociedade que criamos. Não precisamos de grandes problemas quando o egocentrismo é nutrido até a obesidade.

Hoje é um dia em que a palavra engajamento me faz todo o sentido, o engajamento verdadeiro, não o burocrático, duh. Mães, boas mães, têm como ideal um mundo melhor para seus filhos e que estes sejam pessoas melhores para o mundo. Eu vivo este ideal, me preocupo muito com o mundo que meu filho vai ver, como vou explicar. Gostaria muito que ele entendesse que a maior ignorância do ser humano é a intolerância, seguida pela indiferença. Se as pessoas pensassem mais no mundo de seus filhos, nos valores que nenhum dinheiro compra, na felicidade em vez do sucesso, nas semelhanças em vez das diferenças… Oh, mundo cruel! Esse mundo onde crianças crescem longe de suas famílias inspira essa moda deprê, tem que ter muita vontade para ver a beleza atrás dessa cultura do medo de ser quem realmente se é.

A trilha de hoje é bem “emo”, apesar de ter mais de dez anos, em homenagem a minha querida árvore: Creep - Radiohead

2 Responses to “Oh, mundo cruel!”

  1. Elaine:

    Adorei essa de nutrir o egocentrismo até a obesidade. Genial!
    bjs e bom finde!

  2. tina oiticica harris:

    Infelizmente, Lia, talez a falta de perspectiva dos meninos de classe média, o consumismo e ausância dos pais formam um quadro de extrema falta do que fazer e alienação total.

    Alguém rotulou minhas fotos no Flickr de “adultas.” Sumiram. Estou esperando os peritos do Flickr. É incrível a falta de coração de quem fez isso. Minha mãe morreu dia 28.04. Tive cirurgia, correu tudo bem mas as dores de cabeça são fortes, dia 12.05.

    Não compreendo isso. O “marmota” escreveu sobre isso há alguns dias. Ninguém tem direito a ser diferente, velho ou gordo. Viva o direito de ser mau-caráter.

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