Me querem megera…

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E eu nem sou tão golpista assim… Como diz um amigo, e eu gostei do “elogio”, - A Lia é uma fraude! E essa é a trilha sonora dessa segunda com cara de bunda: Eu também vou reclamar .

As pessoas parecem sentir falta do meu estilo Pato Donald. Eu deveria ser mais revoltada, reclamar mais, ser mais xingada. Joga merda na Geni! Que absurdo… Do que eu poderia reclamar, nao é mesmo? Minha vida é ótima…

Em tempo: Você não é o que você tem, você não é o que as pessoas pensam de você, você não precisa provar nada para ninguém além de você mesmo. E se isso incomodar os outros, divirta-se!

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Manual do Hedonista - Dominando a esquecida arte do prazer

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O livro de Michael Flocker é auto-ajuda escancarada e, apesar de torcer o nariz para o estilo, gostei muito da leitura. Conselhos nada convencionais num texto que fala sério num profundo e debochado tom de sarcasmo. Conselhos muito úteis, na minha opinião hedonista. Algumas personalidades cheias de características hedonistas, um toque sobre como as virtudes foram deturpadas pela sociedade, dicas de como ser o seu grande amor, hedonistas versus mártires. Uma das frases de canto de página que eu adorei, já que o livro tem várias e todas são legais, foi um provérbio dos mestres do whisky: “Certifique-se de viver a sua vida, porque você fica muito tempo morto”.  Esta última sintetizou vulgarmente toda a obra, mas é esse o espírito. Não supervalorizar nada além da própria felicidade.  

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A menina que roubava livros - Markus Zusak

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Ganhei de amigo secreto no Natal, queria muito ler esse livro. Não me arrependi.A história, narrada pela própria Morte (depois de Sandman, a Morte nunca mais será a mesma), conta a vida de uma menina alemã, Liesel Meminger, durante a segunda guerra mundial.  Ela é levada pela mãe, junto com o irmão mais novo, para Molching, uma cidade próxima a Munique. O irmão morre no meio do caminho e, no enterro dele, ela “rouba” seu primeiro livro. Chega sozinha ao seu lar adotivo. Isso é só o começo. Durante a leitura, fiquei fascinada com o suspense sobre cada detalhe. Seu pai verdadeiro era comunista em pleno período nazista da Alemanha. Seus pais adotivos eram bons alemães, não nazistas e, em certo ponto da história, chegam até a esconder um judeu, Max Vanderburg, da perseguição anti-semita de Hitler.

Os detalhes sobre a vida na pequena cidade, seus personagens nazistas e não nazistas, como o Pfifikus, são encantadores. Mas o ápice do encanto fica com Rudy Steiner, o principal coadjuvante da história de Liesel. Eu me apaixonei por ele, quem ler vai se apaixonar também. Foi o melhor amigo e penso que todo mundo deveria ter um amigo assim na infância. As aventuras dos dois pela cidade facilitam a vida da roubadora de livros, que conquista a amizade da mulher do prefeito, dona de uma sedutora biblioteca particular.

A guerra, os bombardeios, a leitura dentro dos abrigos anti-bombas para distrair e tentar acalmar as pessoas durante os ataques, a cativante adoração de Liesel pelo pai adotivo e dele por ela. Vale a pena ler.

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Mudança de humor

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É um ano novo, que dizem ser um ano ruim por ser bissexto, que dizem ser um ano de mudança por que 2+0+0+8 = 10 = 1 e 1 significa um novo começo. Para mim, é um novo começo de verdade. É o primeiro ano da minha vida em que vou à luta com uma missão maior do que prover meu próprio sustento. Agora, tenho uma razão de verdade para lutar: meu filho. E, exatamente por isso, minha coragem e força de vontade estão maiores do que nunca.

Agradeço ao sucesso que tenho, por que sou muito sortuda. Nada melhor do que a tranquilidade do anonimato, o caminho pela frente, a tarefa por realizar. Nada melhor que a incerteza do futuro, pois pode-se esperar sempre o melhor. E eu espero e acredito. Esse ano eu começo uma nova categoria neste humilde espaço: livros.  Por ser leitora compulsiva, resolvi publicar umas resenhas dos livros que gostei. Os que não gostei, nunca terminei de ler e não vou me dar esse trabalho. Todo livro merece ser lido até a página 20. Se até a página 20 ou 30 o livro não me cativou, não perco meu tempo me forçando a terminar. Se me perguntam, respondo: Tentei ler e não gostei.

O primeiro post do ano, Catarse, não tem texto por que significa apenas isso. Uma catarse. Na verdade, escrevi só para registrar, para não esquecer. Uma catarse pode ser vista de duas maneiras: uma perda ou uma oportunidade. Como boa hedonista, escolhi a segunda opção e é isso aí. A categoria Livros começa com o primeiro lido esse ano: A menina que roubava livros.

Catarse

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