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Menos de um mês para meu filhote completar seu primeiro aniversário. Passou voando. Ele engatinha, sobe escadas numa velocidade incrível, balbucia palavras, canta, dá birra. É um bebê muito especial e não é só por que sou uma hiper coruja. Ele tem um jeitinho muito carinhoso, com todos. Não estranha as pessoas, vai no colo de qualquer um e faz festinha. Faz uma careta linda, franzindo o narizinho quando diz “nenê”. Já está nadando como um peixinho, sente-se em casa quando está na água. Todo mundo na natação o adora. Ele é calmo, generoso. Divide os brinquedos, não machuca as outras crianças, não é chorão. Ele é uma benção.
Lembro da gravidez. Me apavoravam com frases do tipo: “Nunca mais você vai dormir direito!” - e ele dorme como um anjo das 8 da noite às 6 da manhâ, sem interrupções, desde os 4 meses; “Você nunca mais vai ter sossego!” - e ele é um companheiro de leitura, de internet, de bagunça. Eu não tenho do que reclamar. Nesse quase um ano, ele nunca adoeceu, nunca se feriu, nunca deu trabalho de verdade. Apenas uma doce rotina foi incluída na minha vida desregrada.
É uma delícia ser mãe do Américo. Eu sou privilegiada. Dá uma sensação de receio pensar em ter mais um filho. Outra criança não será como ele. Talvez seja o oposto, daquelas que têm a pá virada. Mas eu quero muito dar um(a) irmãozinho(zinha) pra ele. Quero que ele tenha com quem brincar, com quem brigar, alguém para ser sua família quando eu e seu pai não estivermos mais nesse mundo. Esse primeiro ano de vida dele me ajudou a crescer de verdade. Agora eu sou muito grande, sou gente grande. E sou muito grata. Obrigada, Américo. Você fez de mim uma mulher, mãe. Você me ilumina os pensamentos, me encoraja a lutar e inspira vencer. Sua festinha, eu faço questão de preparar tudo, cada coisa, escolher cada detalhe. Você merece tudo, meu filho.