Que merda de mundo. Tem vezes que a desigualdade bate a sua porta, numa noite de chuva, com uma criança nos braços, uma criança que poderia ser sua, é pouco mais nova que a sua… Você convida-a para entrar, divide algumas coisas com a desigualdade. Ouve sua história, ou a história que a desigualdade quer contar. Imigrante, veio de ambulância trazer a criança até o hospital, nenhuma das duas comeu desde o dia anterior, não tem família aqui, não tem emprego, a criança está doente. Você vê a criança, que não conta nenhuma história ainda, mas tem o peito chiando, os dedos de unhas compridas e sujas na boca para distrair a fome, os olhos assustados, as roupas molhadas e sujas. Você ajeita a desigualdade com coisas que não lhe são caras, mas sabe que não vai resolver o problema. Depois, se despede dela. E chora. Chora por ser tão privilegiada, mas ser impotente perante a desigualdade. Chora de raiva por não poder simplesmente consertar aquela vida, chora com o coração muito apertado, por que ainda não conseguiu deixar de fazer parte dessa corja bestial que se diz sociedade humana… Que merda esse mundo.
Out 22
Outubro 23rd, 2007 at 9:18 am
A impotência é um sentimento tão cruel quanto a própria desigualdade em si, já que nos torna pequenos frente tantos outros problemas que se dependessem da força de vontade de alguns jamais existiria.
Nossas lágrimas nos revoltam, sim.
Beijos.
Outubro 23rd, 2007 at 2:52 pm
Só quando a desigualdade bate a nossa porta que a gente se coloca na nossa situação de merda. Mas aí a gente percebe que está na hora de começar a mudar e fazer alguma coisa…
Outubro 24th, 2007 at 7:44 pm
o MUNDO LÁ FORA É O BICHO-PAPÃO QUE NOS ATERRORIZAVA. GUERRAS, PILANTRAGENS, MISÉRIA, DESUNIÃO, SOFRIMENTO E DÔR… INFELIZMENTE
Outubro 26th, 2007 at 7:31 pm
Que merda esse mundo…
Que merda, pois as vezes só nos resta chorar mesmo…
sem palavras… lembrando de fatos passados…
Outubro 30th, 2007 at 12:37 pm
=/ e aí, fazer o quê?
Outubro 31st, 2007 at 11:36 am
amiga…
não adiante a gente morrer pelo proximo…eu desisti há tempos… fiquei pedra, e louca…viver não é preciso, já diz o poeta!!!!
bjos