Archive for Setembro 23rd, 2007

Setembro
23rd 2007
Os Simpsons, o filme

Posted under Conselhos Inúteis

Hoje eu consegui uma super vóbá para o Américo e fugi com o queridão para ir ao cinema ver os Simpsons. Recomendo, dá boas risadas e um pouco de raiva do Homer, mas o final é sempre feliz… Simpsons é um retrato exagerado do comportamento da classe média ocidental, muitos o consideram lixo, muitos enxergam arte. Eu me divirto. Tenho medo de me tornar uma Margie, de meu marido ser um Homer, de meu filhote se tornar um Bart na vida, mas acho que todos temos um pouco de cada um deles. Eu me identificava muito com a Lisa, hoje não me vejo mais ali. Agora meu papel é outro.

E nos trailers eu vi que realmente tem um filme baseado em Stardust, do Neil Gaiman. Super produção, super elenco, super roteiro, cheio de subtítulos… mas  estou meio ressabiada de o filme estragar tudo. Nem de longe Claire Danes vai conseguir representar a Estrela que eu imaginei quando li o romance. Uma pena… Recomendo a leitura de Stardust, é maravilhoso!

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Setembro
23rd 2007
Ombudsman

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Algo de podre aconteceu no reino dessa Dinamarca e eu não conseguia postar durante a semana. Por isso eu estou postando dois de uma vez. É, não tenho uma explicação para isso. Sorry…

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Setembro
23rd 2007
Excluir-se

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Eu vejo grupos, comunidades e muito isolamento. Penso que muitas vezes é por opção. Nada mais é intocável, nada mais é respeitado. Nenhum princípio chega ao fim intacto. Nenhum valor tem falado mais alto que o dinheiro. Não que o dinheiro seja ruim, mas muitas vezes ele é usado como bode expiatório da falta de caráter inerente a alguns seres humanos. E essa característica em alguns destrói a confiança da maioria em qualquer grupo, em qualquer comunidade. É aquela velha história: diga-me com quem andas e direi quem és. Mas, e quem anda sozinho?

Eu ando sozinha. Tenho família, alguns amigos, amo e me sinto amada, mas ando sozinha. Concordo com muitas ideologias, muitas idéias me servem, admiro muitas pessoas, mas não sei seguir ninguém. Só consigo andar na minha própria estrada. Acho que isso se deve ao fato de eu ter me desiludido com muitas instituições. Algumas das quais eu participei e defendi, outras que apenas acompanhei a trajetória ou os acontecimentos. Percebi que não importa o partido político, a religião, a classe social, a opinião, o nível de cultural, o cheiro, a boa família, etc, etc, etc… Há pessoas más em todo lugar.

Não é só pelo dinheiro que muitos políticos roubam, é pela ganância, maldade. Eles já ganham muito bem e têm benefícios que nós, pobres mortais, nem sonhamos em receber pelo nosso trabalho. Não é só para roubar que um assaltante mata uma vítima. Dificilmente as pessoas reagem quando são assaltadas e, mesmo assim, muitas morrem por pura maldade dos bandidos, entre muitas outras situações. Eu poderia passar a vida dando exemplos que ilustram essa teoria que me parece muito verdadeira. Em todos os lugares há pessoas de má índole, desonestas, ruins. E, também, em quase todos os lugares é possível encontrar pessoas maravilhosas.

Resumindo, talvez, eu diria que a maldade e a bondade são inerentes ao ser. Claro que o ambiente influencia, mas não é fator determinante. A pessoa é o fator determinante. Quem se dispõe a ser bom geralmente o é, não importa o que aconteça. Quem é do tipo que quer sempre levar vantagem, mesmo que seja em cima dos outros, parece que sempre o é.

Por isso acredito em saber a pessoa, conhecê-la. Principal e primordialmente, saber-se e conhecer-se. Seguir o próprio nariz. Ouvir mais, falar menos, mas conduzir a própria trajetória. Ninguém é melhor que você, apenas tem outras habilidades. Não faça seguidores, não seja seguidor. Cultivar a liberdade é um caminho para a sabedoria. Ser uma boa pessoa boa é algo que nasce com cada um, ou não. Quem tem essa iluminação não atrasa a vida de ninguém. Essas pessoas deveriam se ocupar dos outros, mas a maioria apenas cuida da própria vida. Por isso estamos cada vez mais a mercê dos que nos atrasam.

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Setembro
23rd 2007
A Revolta

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Escrever, para mim, é um ato de desabafo, de terapia. Por que escrever? Nem sei… É algo até compulsivo. Eu ganhei minha primeira máquina de escrever com 8 anos, eu a queria muito. Datilografei muito poeminha fofo que escrevi nessa idade.Mas com 10 anos eu ganhei um computador, na época era MSX sei lá o que e eu abandonei a máquina. Sempre escrevi e desenhei em cadernos e papéis que me caem às mãos. Amo canetas e lápis de cor, amo pincéis e tintas. Amo ler as letras. As letras dos outros têm um ar de inspiração, as minhas, de expiração. A melhor maneira de me lembrar de quem eu sou é ler o que escrevi. Não reviso ou mudo nada, apenas me encontro com aquele momento. E ele me disse que minha escrita tem um ar de revolta. Fiquei meio chocada.

Sim, já fui chamada de revoltada muitas vezes, mas nunca me considerei assim. E, ultimamente, principalmente neste espaço, eu acho que estou mais serena do que nunca. Talvez eu esteja me enganando com a doçura da maternidade, mas eu estava me achando tão zen… Revolta passa longe das minhas intenções. Ou será que as letras deixam um subconsciente revoltado aparecer? Como andará este subconsciente, huh? Cheio de inspiração e sensações novas. O consciente está com medo de não corresponder as minhas expectativas. Talvez eu tenha nascido com uma inquietude latente, e acho que ela é interpretada como revolta; muitos aspectos podem ser distorcidos quando há um certo empenho por parte de quem vive angustiado com a afirmação para si da própria identidade. Como afirmar para mim quem sou? Como manter uma estabilidade quando prefiro dizer uma frase clichê do tipo “eu prefiro ser uma metamorfose ambulante” a admitir que prefiro conhecer tudo e formar opinião, sim. Como negar meu julgamento se eu sei? Se não posso julgar, então o que sei? Um animal não julga, apenas sobrevive. Se sou revolta, talvez esteja apenas julgando saber ser este o comportamento que me cabe no mundo de hoje, à despeito de qualquer situação maravilhosa pessoal. O mundo está revoltante.

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