Silêncio seguro

Contos Add comments

Muito medo do escuro e pesadelos desde o trauma. Não conseguia se lembrar, nem falar no assunto. Estava em choque e o suspeito foragido. Não acharam muitas pistas… Uma mancha do sangue no carpete, seu sangue. Um ferimento na testa, um hematoma no olho direito.

 Olhos assustados olham para a porta. O sono foi embora para sempre. O silêncio é a expectativa de um susto, é a garantia de que ainda é seguro. Qualquer barulho! E uma onda de pânico domina seus pensamentos e fazem seu estômago tremer. Nó na garganta, lágrimas secas. A sensação de fragilidade, sensação de instabilidade… Estava dormindo e ouviu o telefone. Acordou, atendeu. Silêncio do outro lado da linha. Silêncio perturbador.   - Alô! Alô! Quem é? - Perguntava. Sem resposta. Silêncio do mal. Barulho de telefone sendo desligado, do mal.

Levantou da cama. Tomou dois calmantes, uma dose de vodca e ligou o som. Decidiu que se fosse acontecer de novo, queria ao menos estar ouvindo sua música favorita. Colocou baixo, queria ouvir os pensamentos. Só ouvia medo. Só ouvia um grito desesperado dizendo: Saia! Fuja! Mas tinha decidido que não fugiria mais. Era a nona vez que o telefone tocava e ninguém dizia nada. Seria a nona noite em que fugiria. Resolveu ficar e enfrentar seu medo…

3 Responses to “Silêncio seguro”

  1. worklover Says:

    Hmmm… dois calmantes e uma dose de vodca? Música?

    Vou esperar a continuação. Ansiosamente ;)

  2. Fábio Says:

    Vai me dizer que era o homem do dedo sangrento ?

  3. Khronos Says:

    Belo belo suspense… pena que ficou curtinho… Espero que pense em terminá-lo mocinha.

Leave a Reply