Phoenix Criminal Lawyer


Archive for August, 2007

Ter e não ter tempo…

August 29th, 2007

Não é uma questão, é uma constante. Não estou trabalhando fora de casa, passo o maior tempo do dia aqui. Mas o Américo consome quase todo o fôlego que tenho. Vício é problema. Às vezes paro na frente do computador com ele no colo, só para responder um email ou dar um oi pelo messenger. Quando ele dorme, aproveito para escrever, como agora. Também tenho de preparar exercícios, fazer umas traduções, estudar, pesquisar, ou seja, é correria… Mas vício é problema. Mesmo tendo muito que fazer, ainda me distraio com coisas menos importantes. É uma música que estou buscando, fotos ou vídeos que estou mandando para o Youtube ou Ringo. O orkut que me condena… Eu poderia simplificar minha vida me livrando do computador, mas vício é problema…

Silêncio seguro

August 28th, 2007

Muito medo do escuro e pesadelos desde o trauma. Não conseguia se lembrar, nem falar no assunto. Estava em choque e o suspeito foragido. Não acharam muitas pistas… Uma mancha do sangue no carpete, seu sangue. Um ferimento na testa, um hematoma no olho direito.

 Olhos assustados olham para a porta. O sono foi embora para sempre. O silêncio é a expectativa de um susto, é a garantia de que ainda é seguro. Qualquer barulho! E uma onda de pânico domina seus pensamentos e fazem seu estômago tremer. Nó na garganta, lágrimas secas. A sensação de fragilidade, sensação de instabilidade… Estava dormindo e ouviu o telefone. Acordou, atendeu. Silêncio do outro lado da linha. Silêncio perturbador.   - Alô! Alô! Quem é? - Perguntava. Sem resposta. Silêncio do mal. Barulho de telefone sendo desligado, do mal.

Levantou da cama. Tomou dois calmantes, uma dose de vodca e ligou o som. Decidiu que se fosse acontecer de novo, queria ao menos estar ouvindo sua música favorita. Colocou baixo, queria ouvir os pensamentos. Só ouvia medo. Só ouvia um grito desesperado dizendo: Saia! Fuja! Mas tinha decidido que não fugiria mais. Era a nona vez que o telefone tocava e ninguém dizia nada. Seria a nona noite em que fugiria. Resolveu ficar e enfrentar seu medo…

Será que eu estou louca?

August 26th, 2007

Ontem eu estava zapeando canais quando parei na MTV e estava passando um programa de quiz com o Cazé e a Marina. Eu não acreditei quando vi a pergunta e as respostas alternativas: Quantos óvulos a mulher libera a cada ovulação? A) 25, b) 250, c) 1000. O garoto que participava respondeu “b” e então Marina disse que a resposta estava errada e que a resposta certa era a letra “c”. 1000 (MIL) óvulos por ovulação…

Eu fiquei de cara… Pensei: será que estou tendo um flashback de viagem ruim da adolescência, estou dormindo e tendo um pesadelo, ou fiquei surda e desaprendi como ler agora mesmo? Eu queria muito ter gravado…

Castrar ou não castrar, eis a questão. - Parte 2

August 26th, 2007

Essa idéia já me rendou alguns emails furiosos e comentários bem ofensivos que deletei. Não sou contra a castração. Acho até que alguns humanos deveriam ser castrados… Mas acho que castrar um animal fêmea sem que esta nunca tenha dado uma única cria é pecado. Humanos são diferentes, como é o caso da Suzane Richthofen. Não acho que por ser vira lata, um animal está fadado ao abandono. Quem gosta mesmo de gato, gosta de qualquer gato. Com cachorro parece ser diferente, as pessoas têm preferência por certas raças devido ao comportamento. Gatos são mais parecidos entre si, com exceção dos  Persas e dos  Sphynx …

Eu sempre deixei minhas gatas darem uma cria e sempre consegui doar os filhotes, por isso falo da minha experiência. As pessoas adoram gatos, só não gosta quem nunca teve um. Acho que castrar é uma boa solução para evitar que os gatos fiquem jogados na rua, mas é muito mais importante que as pessoas conheçam os gatos, convivam com eles. Tenho amigos que me agradecem muito pelos gatinhos que só trazem alegria para suas casas. Acho que fazemos bem quando nos importamos com a superpopulação não só dos gatos, mas de todos. Mas acredito que castrar uma fêmea sem filhotes, é negar-lhe o direito divino de dar vida ao futuro.

Minha “Invasão Americana”

August 24th, 2007

Você me mudou por dentro e por fora
Já nem sei o que sou agora
Sou muito mais do que jamais imaginei
Eu não nada era sem esse pequeno rei
Agora sou deusa e também escrava
E nem me faz falta o que antes amava
Agora eu amo muito mais essa luta
Te abraçar inteiro e cheirar sua canguta
Lembrar as músicas de criança que cantei
Aprender a brincar e esquecer o que sei
Deixar você ocupar todo o espaço
Você que invadiu mas criou esse laço
E agora sou mais do que terra invadida
Fecundei o amor e gerei sua vida
E quando você veio eu renasci
Era apenas vontade e agora cresci
Por que sua inocência contagiou meu pensar
E tudo pode ser lindo, tudo eu quero melhorar

Não cutuque onça com vara curta

August 23rd, 2007

Provérbios. Mi madre adora utilizá-los. Eu detestava isso nela, mas vejo que fiquei igualzinha. Cruel. Mas o que esse ditado quer dizer? Diz para não extrapolar limites. Superar limites é diferente de extrapolar.

Extrapolar: Generalizar a partir de dados fragmentários. / Aplicar (algo) a um outro domínio, para então inferir possibilidades, hipóteses. / Ir além de; exceder, ultrapassar. / Estar ou situar-se para lá de.

Não sobrecarregue o sistema das coisas e pessoas, cultive a empatia. Aliás, esse poderia ser o conselho. Em vez de um provérbio, eu poderia ter sido mais original e dado esse conselho: cultive a empatia. Mas eu não quis extrapolar meus limites hoje, apenas superá-los. Talvez vocês não façam idéia de quanto é complicado conseguir sossego para escrever hoje em dia…

O maior medo da minha vida! Parte 2

August 21st, 2007

Eu fique paralisada ontem, não conseguia nem falar direito de tanto medo que senti. Senti um desafio: escrever sobre esse medo. Ontem, conversando com um amigo ausente on line, fiquei sabendo que se irmão está no litoral do México e um furacão estava para chegar. Imaginei sua mãe, como deveria estar aflita e triste. Imaginei-me na mesma situação e, calafrio! Aiii! Isso realmente apavora qualquer mãe e pai. Não vou excluir os homens desse pânico. O amor paterno é muito louco, um dia escrevo mais sobre isso .

Mas o amor de mãe, na maioria das vezes, é uma coisa animal mesmo. Mães são leoas, passarinhas, macacas, elefantas, crocodilas e tudo mais. E o filho, acredito que principalmente quando saiu do nosso ventre, é um bichinho de nós. Eu vivo chamando o Américo de “bichinho de mim”, ainda mais por que ele é a minha cara. Ele é algo supremo, é minha vida. Se um dia ele morrer antes de mim, estará contrariando a lei natural das coisas. Os pais devem morrer primeiro! Pelo menos esse é o sentimento de 99% dos pais. Acho plenamente natural uma mãe enlouquecer ao ver seu filho morto!

Esse medo é normal. Minha veterinária diz que só não se deve deixar com que esse pavor nos faça superproteger e sufocar o filho, pois isso afetará muito seu desenvolvimento. Acho que superproteger, toda mãe tenta. Cabe ao filho, também, buscar seu espaço na vida. Cabe ao filho mostrar que sabe argumentar e se fazer entender. Quando um filho não desafia a superproteção da mãe, nunca consegue  se desvencilhar dela. Espero não sentir tanta culpa sabendo disso. O Américo não burlou minha proteção, mas já me provou que eu o subestimei. Eles são rápidos, esses bichinhos…

 Em tempo: meu bebê é tão parecido comigo que também tem os superpoderes do Wolverine… Ontem, eu vi um galo enorme em sua testa e uma mancha vermelha que descia em direção ao olho esquerdo. Tinha certeza que não só a testa ficaria roxa como o olho também. Mas hoje, parecia que nem tinha batido… Olha só essa foto que tirei hoje de manhã:

Cadê o primeiro machucado do Américo?

Fuguuura da Mamain! Obrigada, Deuses!

O maior medo da minha vida!

August 20th, 2007

Hoje eu senti o maior medo da minha vida! Faz algumas horas já, mas ainda estou tremendo. O Américo caiu! Eu o deixei apenas meio minuto em cima da cama, bem no meio dela e é uma cama queen size, fui buscar a toalha para banhá-lo e ouvi um “Tuc” seguido de um choro desesperado… Ai, carai, nem sei como estou descrevendo isso… Eu voei até ele e o peguei no colo, liguei para o Vida, errei o número duas vezes, o nenê chorando no meu colo, desesperado, eu tentando acalmá-lo. Quando consigo falar no consultório, começo a gaguejar e peço para ele nos levar para um hospital. Isso tudo sem chorar e sem tentar parecer tão desesperada…
Quando ele chegou, o Américo já estava bem. Vai apenas ficar com um galo roxo na testa. Vou tirar foto para ele ver seu primeiro dodói, um dia. Nossa, eu senti mesmo o maior medo da minha vida. Eu não consigo nem escrever qual é esse medo, mas acho que quem tem filho, ou quer muito e se coloca no lugar de quem tem, sabe que medo é. Agora temos de observar para ver se ele fica diferente, se vomita ou dorme demais. Achamos melhor não levar ao hospital, mas dá medo! A queda não foi grande mas, e se estivermos errados? Acho que nem vou dormir essa noite. Talvez só quem já deixou o próprio filho cair, por não prestar atenção ou subestimar a capacidade de locomoção do pequeno, sabe a culpa e o sentimento de merda que nos invade e tira todo o  sossego… Que merda! Estou quase fazendo uma cena mexicana: “Ah, eu sou uma mãe horrível! Como eu pude ser tão burra! A culpa foi minha! Eu deveria ter…Buááá!”.
Agora eu posso chorar… Essa foi minha reação, aliás. Quando eu vi que realmente estava tudo bem, chorei que nem idiota. Mas já parei de chorar. Agora é cuidar e observar…

Um X

August 20th, 2007

Esse seria digno do Intelectualidades Bosteadas, mas tudo bem. Ontem eu estava vendo TV com meu queridinho e lembrei de uma mulher no programa da Oprah dizendo que pensou na marca Spanx para as meias de seda que desenvolveu por que o nome com X vende mais. Aí eu disse:
- Vida, eu deveria ter colocado Liax como título da minha página. E você deveria mudar seu consultório para Roblex. Hahahahaha! ( e caí na risada com a sonoridade da coisa, repitam aí e digam se não é hilário).
Ele ficou de cara amarrada. Odeia quando fazem piadinhas com seu sobrenome. Aliás, ele adora fazer piadinhas com os outros, mas não leva tão na esportiva quando é com ele. Normal.
- Ah, você só não gostou por que foi com seu sobrenome, vai! Mas pensa! Lembra de um nome que termina em “s”.
- Soares.
- Soarex.. Hahahahha! Putz, fica muito engraçado, né?
- Não achei tanta graça…
- Eu achei! Tavarex, Marquex, Mendex, Pirex… Hahahaha…
- Como você é boba…

Crueldade de mim para comigo

August 16th, 2007

Por que? Essa idéia fica martelando na minha cabeça…. Por que eu tenho boas idéias sobre coisas para escrever quando estou na banheira? Não dá para levar caderno e escrever lá. E eu fico pensando em como seria legal escrever um livro infantil sobre um periquito chamado Quiquito. As aventuras de Quiquito! E ele poderia ser um bebê… E usar roupa assim e assado… Quiquito fugindo dos gatos que invejam suas asas! Quiquito preparando seu primeiro leite com chocolate no microondas…

Isso me irrita muito. É escovando os dentes que tenho as melhores idéias para paródias de musiquinhas de criança. Algumas paródias, que não inventei, fizeram parte da minha infância, tipo a do Sapo Jururu… Mas essas paródias não são nada infantis, deixa pra lá. Tenho que pintar mais uma tela, já fiz o fundo todo preto, reaproveitando uma tela que eu comecei e detestei a idéia que estava fazendo. Preto e branco, pra mim, não dá. Talvez seja a fase colorida da minha vida nesse momento, talvez eu seja mesmo escalafobética. Who cares? E como tenho tempo sobrando, mesmo voltando a estudar, quero voltar pro ballet e já estou procurando uma escola. É cruel gostar de tanta coisa, mas é também muito estimulante…

E ainda estou lecionando. Mesmo assim ainda tenho tempo. Acho que como quero e gosto de me dedicar aos vários projetos que me encantam, não me sinto tão cansada.

Quiquito