Não sei se eu realmente percebi
Nem sei quando isso começou
Uma mania de estar quase só
Um querer apenas alguém
E mais ninguém…
Sei me relacionar, às vezes…
Sei ser acessível, como explicou Saint Exupéry
Exatamente desse jeito
Mas, me colocar ao alcance,
Não significa estar lá realmente…
Mania de abstrair enquanto as pessoas falam
Impaciência e vergonha dela
Ser e sentir o vendaval
Por que esse gosto?
Quem me ensinou a amar o silêncio?
Dizem que é como me sinto mais protegida
Dizem cada coisa…
Ninguém sabe ser eu, nem eu sei
Apenas somos…
É como quando eu era criança
Mas, quando eu era,
Toda verdade que dizia
Era só mais uma gracinha
Dez 12
Dezembro 12th, 2006 at 3:11 pm
Este teu lay out é show de bola. Lembra muito um cobertor chinies de seda que vi em uma loja de gente fina. Se você é a pessoa do poema, esta pessoa sou eu também. Vamos ter que quebrar o ser só para tirar na porrinha quem é a mais só.
Obrigada pelas visitas, Lia.
Janeiro 15th, 2007 at 11:42 pm
É verdade mesmo.