Phoenix Criminal Lawyer


Archive for March, 2006

Escrevo assim…

March 30th, 2006

Não importa, eu decido o que faço dos meus dedos e neurônios antes que o tempo os deteriore.
Não me importa se vai ficar muito autobiográfico.
Afinal, não sào todas as obras expressão de quem as cria?
A expressão é algo que não está relacionada ao ser?
Está. E pronto.
Escrevo assim porque é assim que penso.
Meus pensamentos vêm em forma de frases assim…
Como se eu estivesse falando comigo.
É como eu escrevo, é como eu penso se penso…
Adoro reticências porque deixam a coisa no ar.
Adoro escrever assim, sem me preocupar.
Você está entendendo do que estou falando?
Se não entende o que lê, não entenderia o que falo.
Formar uma teoria na minha cabeça é fácil.
Acho simples expressar minhas conclusões.
Difícil é acompanhar esse raciocínio inquieto.
Difícil, talvez, seja lidar com esse ser inquieto que sou.
Mas fascinante, eu sei que é…

O que segue…

March 29th, 2006

Ele veio correndo
Mas ao chegar se mostrou cansado
Correu muito pra chegar aqui
Por que queria ver você
Te mostrar as coisas que lhe trouxe
Ajudar a sua vida
Torná-la menos dura, menos selvagem
Quis aumentar seu tempo livre
Para você poder evoluir
Para você aprender coisas novas
Para você filosofar…
Mas quando te viu, ele se cansou
Pois todo seu trabalho foi em vão
Você não se ajudou também
É avarento, egoísta e burro
Nao soube dar valor para seu tempo
Apenas ao que é imagem
E ele, abstrato, se sentiu traído
Ele te abanonou e não vai voltar
Porque percebeu que neste mundo
Te trazer o futuro, nao é o mesmo
Que te trazer a evolução iluminada
E por você não ter aprendido nada
Vive na segura ignorância
Vive a fé em outra coisa, ou sem fé
Nem vive, na verdade nem existe
Efêmero e patético
Ele não se orgulha do que lhe fez
Porque não foi bom pro todo
Apenas pra você e seu enorme ego
E o resto continua morrendo
E você nem percebe
Quando percebe, nem sofre…

De novo…

March 29th, 2006

Letras que vou escrever pois não sei como evitar
Desabafos à posteridade
Terapia de rir de mim no futuro
Quando ler meu passado
Readvinhar pensamentos e teorias
Testar conexões pra agradar o branco
Manchar o branco de letra
Tentar fazer sentido e te afetar
Tentar desafetar minha angústia
Ser tudo, em todo tempo
Em todo e qualquer lugar
O papel estava branco
O papel aceita tudo
Esta que não aceita tudo
Mas quer tudo ver e tudo sentir
Pra manchar mais papel…

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